Embaixada dos EUA no Uruguai coopera para descobrir paradeiro de sírio

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Coluna do Estadão

04 de julho de 2016 | 19h22

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A embaixada dos Estados Unidos em Montevidéu afirmou que está “cooperando” para descobrir onde está o sírio Jihad Diyab, ex-preso de Guantánamo acolhido como refugiado no Uruguai e há duas semanas desaparecido. Um alerta da companhia aérea Avianca indica que existe a possibilidade de ele ter fugido para o Brasil.

“Em um sentido mais amplo, o que estamos fazendo é trabalhar com o Uruguai para que a adaptação dos ex-presidiários no país seja um êxito”, disse o encarregado de negócios da embaixada americana no país, Bradley Freden. Ele declarou, ainda, que a fronteira entre o norte do Uruguai e o Brasil é “muito aberta”, tanto em Rivera quanto no Chuí, e por isso Jihad Diyab pode ter saído sem que isso constasse nos registros. “Estamos tratando de ter mais segurança nas fronteiras sem causar problemas no comércio”, destacou o diplomata.

O recebimento dos refugiados faz parte do compromisso do Uruguai, firmado pelo ex-presidente Pepe Mujica, em colaborar com os Estados Unidos na questão do fechamento da prisão militar americana em território de Cuba, promulgado por meio de um decreto-lei assinado pro Barack Obama em 2009. Segundo Freden, os outros cinco refugiados – três sírios, um tunisiano e um palestino – estão bem integrados à sociedade uruguaia.

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