Em carta, Dilma ameniza discurso de “golpe”

Em carta, Dilma ameniza discurso de “golpe”

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Coluna do Estadão

16 de agosto de 2016 | 16h18

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Tema de discussão durante elaboração da carta que leu nesta terça-feira, 16, no Palácio do Alvorada, o termo “golpe” foi amenizado na fala de Dilma Rousseff, que preferiu usar e expressão no condicional. “Se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de estado. O colégio eleitoral de 110 milhões de eleitores seria substituído, sem a devida sustentação constitucional, por um colégio eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe seguido de eleição indireta”, disse a presidente afastada.

Ela preferiu não utilizar o termo “golpistas” para tachar os parlamentares que votaram pelo impeachment. Conforme adiantou a Coluna, os ex-ministros petistas Aloizio Mercadante e Jaques Wagner discordavam sobre esse assunto. Mercadante aconselhava Dilma a reforçar a tese do golpe, enquanto Wagner ponderou que chamar os senadores de golpistas às vésperas da votação seria enterrar qualquer chance, mesmo que remota, de voltar ao poder.

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