Em baixa, MDB revê expectativas para 2020

Em baixa, MDB revê expectativas para 2020

Coluna do Estadão

17 de fevereiro de 2019 | 05h00

Deputado Baleia Rossi (MDB-SP). FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Se PSDB e PT foram os grandes derrotados das eleições 2018, quem agora mergulha no ocaso sob Jair Bolsonaro é o antes todo-poderoso MDB. Fora do Planalto, sem o comando do Legislativo e com apenas três governos estaduais, os emedebistas terão de readequar seus sonhos de consumo à nova realidade. Após as aventuras Gabriel Chalita (2012) e Marta Suplicy (2016), o MDB não pretende ter candidato próprio a prefeito de São Paulo. “Temos de nos reinventar agora que somos um partido médio”, afirma o deputado federal Baleia Rossi (SP).

Pé no chão. A nova realidade do MDB é um obstáculo para Paulo Skaf, caso ele ainda não tenha caído na real. Bruno Covas (PSDB) e Andrea Matarazzo (PSD), pré-candidatos, já cresceram o olho e querem o apoio dos emedebistas.

Padrão. A mesma realidade de São Paulo se repete em outros Estados quando o assunto é a disputa em grandes colégios eleitorais das regiões Sul e Sudeste. O MDB priorizará as coligações no ano que vem.

Still alive. Fragilizado no Senado, o MDB costura um acordo que o mantenha respeitável na Câmara dos Deputados. Deve ficar no comando de duas comissões.

Leão ferido 1. Flávio Bolsonaro teria prometido três votos a Renan (MDB-AL) na eleição do Senado (incluindo o dele). Quando o filho do presidente divulgou ter escolhido Davi Alcolumbre (DEM-AP), o cacique sentiu-se triplamente traído.

Leão ferido 2. Renan não pisa no Senado desde o dia de sua derrota, 2 de fevereiro último. São pouquíssimos os aliados que tiveram acesso a ele no período.

Na balança. Entraram no páreo para líder do governo no Senado Simone Tebet (MDB-MS) e Major Olímpio (PSL-SP). Ela já comandará a CCJ. O problema dele atende pelo nome singular de Onyx Lorenzoni.

Anote aí. Quem conhece Jair Bolsonaro alerta que a lição a ser tirada do episódio Bebianno é: até agora só os filhos e o grupo que está com o ex-capitão há 20 anos conseguiram fazer a cabeça dele no governo.

SINAIS PARTICULARES
SÉRIE NOVOS LÍDERES  DO CONGRESSO
Pedro Lucas Fernandes, líder do PTB na Câmara

CRÉDITO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Muito trabalho. Pesquisa feita pelo Senado mostra que para 29% dos brasileiros a prioridade nos próximos anos deve ser a geração de empregos. Em seguida, querem melhorias na saúde (18%), na educação (17%) e também no combate à corrupção (16%).

Fica de olho. A fiscalização do Executivo foi apontada por 84% dos entrevistados como função parlamentar mais importante. É seguida de “atender aos pedidos dos eleitores” e “visitar os Estados”. No geral, 71% acham o Congresso importante para democracia.

CLICK. Eduardo Bolsonaro apresenta requerimento de informações ao Ministério da Saúde para investigar suposto uso de aviões do SUS para tráfico de drogas.

REPRODUÇÃO INSTAGRAM EDUARDO BOLSONARO

Parceria. O deputado do PSL e atleta Luiz Lima (RJ) assumiu projetos de autoria do judoca João Derly (Rede-RS), que não se reelegeu. Quer criar uma tipificação penal para punir, por exemplo, presidentes de clubes de futebol.

Estreia. O ministro e general Augusto Heleno fará sua primeira investida internacional como integrante do governo Bolsonaro. Vai ao Paraguai discutir ações de inteligência e combate ao crime organizado.

A SEMANA

Terça-feira
Governadores se encontram para debater Previdência

Ibaneis (DF) organizou reunião entre governadores para começar a discutir posição antes de Guedes apresentar o texto.

Quinta-feira
Bolsonaro se reúne com líderes da sua possível base

Presidente convidou líderes de partidos para um café, às 8h30, para conversar, entre outras coisas, sobre a reforma.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA.

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