Em artigo, Flávio Bolsonaro e Márcio Bittar dizem que aquecimento global é ‘discurso apocalíptico’

Em artigo, Flávio Bolsonaro e Márcio Bittar dizem que aquecimento global é ‘discurso apocalíptico’

Marianna Holanda

27 de abril de 2019 | 05h00

Reprodução Twitter Márcio Bittar

Os senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Márcio Bittar (MDB-AC) produziram artigo no qual classificam o aquecimento global como um “discurso apocalíptico para barrar o progresso”. Outros temas que, segundo eles, se encaixam nesta narrativa são: a destruição da camada de ozônio, o fim da biodiversidade, entre outros. “A ideologia verde foi refúgio de esquerdistas”, diz o texto, intitulado “mitos e falácias”.

Os dois senadores são autores do projeto de lei que propõe eliminar a reserva obrigatória em propriedades rurais. “Precisamos avançar e superar a irracionalidade verde”, concluem no texto que circula em rede social.

Confira o texto na íntegra abaixo e leia a Coluna completa.

Mitos e falácias

Senador Marcio Bittar
Senador Flávio Bolsonaro

Sabe-se que a ideologia verde foi refúgio de esquerdistas de todas as matizes. Há um cipoal complexo de grupos anticapitalistas sustentando a irracionalidade e gerando falsos consensos científicos. Enganam boa parte da grande imprensa brasileira, que está mergulhada no torpor da militância. Por meio de instituições ditas não governamentais, vão criando ondas de discursos apocalípticos para barrar o progresso.

O mais conhecido e refutado é o aquecimento global causado pelo homem. Outros existiram: preservação do Mico-leão-dourado, destruição da camada de ozônio, fim da biodiversidade, superpopulação, Amazônia pulmão do mundo, entre outras trapaças repetidas. Chegam a propagar que florestas geram chuvas, afrontando o conhecimento bem estabelecido do ciclo da água: evaporação dos oceanos, lagos, rios (calor do sol), condensação (nuvens) e precipitação (chuvas). Há florestas densas porque há chuvas abundantes.

Basta pesquisar para saber que o homem é capaz de alterar o clima local, mas, não o clima global. Houve momentos em que a produção dos homens era diminuta e o mundo mais quente. Apesar do aumento de emissão de CO2, informam os cientistas, o mundo está passando por um resfriamento global. É bem estabelecido que os grandes reguladores do clima global são o sol, os oceanos e os vulcões. Nada disso pode sequer ser alcançado pela ação dos homens. O discurso apocalíptico é feito para gerar emoções e não reflexões.

Há outras querelas que precisam ser desmistificadas. Dados oficiais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostram que dois terços do território nacional são dedicados à preservação e proteção do meio ambiente. Apenas 30,2% das terras brasileiras são de uso agropecuário: 8% de pastagens nativas, 13,2% de pastagens plantadas, 7,8% de lavouras e 1,2% de florestas plantadas. O restante, 3,5% do território nacional, é ocupado por cidades, infraestrutura e outros.

Os Estados Unidos utilizam 74,3% do seu território para a agropecuária, 5,8% são ocupados por cidades e infraestrutura e 19,9% são dedicados à proteção e preservação da vegetação nativa. Eis uma das razões que o trabalhador americano é mais rico. O PIB per capta brasileiro é de menos de 10,000 dólares e o dos Estados Unidos de cerca de 59.000 dólares.

Não podemos assistir impassíveis a vitória da política Farms Here, Forests There promovida pela National Farmers Union e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners. Trabalhar a favor disso é cometer crime contra os brasileiros. Precisamos produzir mais e explorar com racionalidade nossos recursos naturais. Muitas regiões ainda necessitam ser dotadas de infraestrutura para crescer, gerar energia e escoar riquezas. É fato, hoje, que a burocracia e o conjunto de leis ambientais inflexíveis vigentes no país são entraves ao desenvolvimento. Precisamos avançar e superar a irracionalidade verde.

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