Em ano eleitoral, centro procura voz contra polarização

Em ano eleitoral, centro procura voz contra polarização

Coluna do Estadão

13 de janeiro de 2020 | 00h01

Dida Sampaio / Estadão

O noticiário deste início de ano deixou de cabelo em pé quem ainda acredita no surgimento de um “centro democrático e ponderado” a tempo das eleições deste ano no País: a crise EUA versus Irã e a censura ao Porta dos Fundos agudizaram a polarização entre os apoiadores de Jair Bolsonaro e a esquerda, deixando as vozes de centro abafadas no meio do tiroteio radical. No PSDB, por exemplo, ganhou força o grupo que defende atitudes como a de Aloysio Nunes Ferreira. O ex-chanceler bateu pesado no Itamaraty na questão internacional.

Dois coelhos. Entre outras críticas, Aloysio Nunes Ferreira disse que Jair Bolsonaro “é mais ideológico do que o PT”. Para os tucanos, o que se espera do PSDB é isso: posicionamento que acerte direita e esquerda com uma só tacada.

Até quando? Permanece entre tucanos a apreensão sobre a disputa pela Prefeitura de SP. Por enquanto, Bruno Covas (PSDB) adota posição de neutralidade na polarização Bolsonaro versus Lula. Muita gente experiente acha que o prefeito precisa ser mais incisivo em questões “ideológicas”.

Bola dentro. O prestígio da Secretaria Especial do Esporte é três vezes maior no Congresso do que dentro do governo federal. Pela proposta do Executivo, ela teria neste ano apenas R$ 220 milhões. Os parlamentares aumentaram a dotação para R$ 685 milhões.

SINAIS PARTICULARES.
Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo

Kleber Sales

Bloco do eu sozinho. Depois de passar por cinco legendas, o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung brinca que, finalmente, encontrou seu lugar na política: “sem partido”.

Parado 1. O episódio recente da transexual impedida de entrar nem um banheiro público em Maceió (AL), ao menos juridicamente, poderia estar resolvido há quatro anos. No STF, caso igual aguarda julgamento desde 2015, quando Luiz Fux pediu vistas.

Parado 2. Apesar da lentidão, nos bastidores da Corte, há uma expectativa de que o entendimento pró-LGBT tenha crescido entre os ministros. Tomam por parâmetro a decisão que autorizou transexuais a alterar o nome no registro civil sem a realização de cirurgia de mudança de sexo.

CLICK. O governador João Doria (PSDB) fez selfie com professores durante inauguração de creche em Cerquilho, cidade da região metropolitana de Sorocaba.

Impasse. Para o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Fernando Mendes, entidades como a Associação dos Juízes para a Democracia (AJD), que se posicionaram a favor do juiz de garantia, estão sendo “contraditórias” com sua atuação recente.

Ação. Segundo Mendes, essas instituições atuaram como assistentes da causa em Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF que questionava o Departamento de Inquéritos Policiais de SP (Dipo), citado por Dias Toffoli como um modelo para o juiz de garantia.

Controvérsia. “O fundamento dessa ação é que o modelo de regionalização de competências adotado pelo Dipo violaria o princípio do juiz natural, o princípio da inamovibilidade e o princípio da ampla defesa. Agora, essas entidades saíram em defesa do juiz de garantias”, diz Mendes.

Não é bem assim. Valdete Severo, presidente da AJD, diz que a atuação da entidade no STF em nada contraria a posição favorável ao juiz de garantia. Segundo ela, a ação tratava de outros aspectos, como nomeações por exemplo.

BOMBOU NAS REDES!

Randolfe Rodrigues. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Randolfe Rodrigues, senador (Rede-AP): “Não satisfeito em agredir a Educação e o povo , o ministro da Educação resolveu atentar contra a ortografia. Nada escapa de sua incompetência…”

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA.

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