Em ação, mulher de Moro sugere ato de corrupção na Anvisa

Em ação, mulher de Moro sugere ato de corrupção na Anvisa

Coluna do Estadão

26 de janeiro de 2019 | 05h00

Rosangela Moro. Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

A advogada Rosangela Moro, mulher do ministro Sérgio Moro, ingressou na Justiça na sexta-feira, 18, com ação na qual levanta suspeitas de corrupção na Anvisa. Rosangela representa a Panamerican Medical Suplly Suprimentos Médicos, que alega ter tido informações confidenciais vazadas de dentro do órgão regulador. Segundo a empresa, o vazamento beneficiou a Farmacêutica Shire Brasil, sua concorrente. A Anvisa afirma que não foi citada e que a Shire conseguiu os dados por meio da Lei de Acesso à Informação “de forma legal e transparente”.

No papel. Na ação, Rosangela Moro pede ao Ministério Público a abertura de processos na área civil e penal “diante da prática de ato de improbidade administrativa de servidores da Anvisa e diante da probabilidade de prática de atos de corrupção”.

A origem. A briga entre as duas empresas envolve medicamento para o tratamento de Síndrome de Hunter, um distúrbio genético raro que afeta principalmente meninos e que eventualmente leva à morte.

Com a palavra. Rosangela Moro diz que trabalha com doenças raras há sete anos. A ação, pondera, é um retrato de uma política que “privilegia interesses de laboratórios”. A Anvisa afirma que o “processo tramitou de forma regular”. A Shire alega que conseguiu os papeis de forma lícita e que não foi notificada.

Antes… O futuro líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, iniciou uma romaria nas lideranças. Visitou ao menos quatro em dois dias: DEM, PPS, PRB e PSD. A eles, tem divulgado um otimista número de 350 a 380 deputados na base.

…e depois. Ouviu dos líderes que o alinhamento não é automático – querem saber de emendas parlamentares e ajuda nos Estados.

SINAIS PARTICULARES — A SÉRIE

DISPUTA NA CÂMARA

Alceu Moreira, pré-candidato à presidência da Câmara (MDB-RS); por Kleber Sales

Adiós… O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) decidiu se refugiar na Espanha. Ele anunciou que irá renunciar ao novo mandato, que se inicia em fevereiro, e diz temer por sua vida. O parlamentar faz oposição ao governo Bolsonaro.

…muchachos. A Espanha foi escolhida devido ao idioma. O deputado quer lecionar em universidades.

Esquentou. O Conselho Nacional do Ministéri0 Público vai analisar pedido liminar para afastar o procurador-geral de Justiça do Rio, José Eduardo Gussem, das investigações que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PSL).

Batata quente. O relator Luiz Fernando Bandeira de Mello vai pedir explicações. A liminar tem como base uma fotografia que mostra o procurador conversando com o jornalista Octávio Guedes. Flávio Bolsonaro disse em entrevista que o encontro mostra de onde os dados do Coaf vazaram.

CLICK. Ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun voltou ao seu gabinete, mas na condição de visitante. Esperou na antessala para ser recebido por Santos Cruz.

Ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun. Foto: Coluna do Estadão

Oi, sumida. Conhecida liderança ambiental, Marina Silva não deve ir para Brumadinho. A justificativa é a mesma do desastre de Mariana: não quer parecer oportunista. A decisão de não visitar o rompimento da barragem de 2016 a persegue até hoje. Os críticos a acusam de omissão.

Tragédia. Apesar disso, a ex-ministra se posicionou rapidamente nas redes sociais e combinou com o senador Randolfe Rodrigues de apresentar um projeto para tornar esse tipo de crime hediondo.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

“Rompimento de barragem é consequência de negligência, ganância e desrespeito às leis ambientais. É crime”, DO EX-MINISTRO DE MINAS E ENERGIA MOREIRA FRANCO, sobre o acidente na barragem de Brumadinho.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU FAUSTO MACEDO

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