Em 16 anos na Câmara, Onyx aprovou dois projetos

Em 16 anos na Câmara, Onyx aprovou dois projetos

Coluna do Estadão

11 Novembro 2018 | 05h30

Deputado federal, Onyx Lorenzoni. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Escalado para ser o articulador político de Jair Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) não conseguiu aprovar nenhum projeto de autoria própria ao longo de seus 16 anos como parlamentar. Seu nome aparece como coautor de duas propostas que conseguiram ser aprovadas pela Câmara e Senado. A primeira, assinada ao lado de oito colegas, determina que os repasses do fundo partidário sejam proporcionais ao tamanho das bancadas eleitas. A segunda cria o Vale Cultura e é assinada por 63 colegas, entre eles, Manuela d’Ávila (PCdoB-RS).

Base de dados. O levantamento levou em consideração 114 proposições: 107 projetos de lei e sete propostas de emenda à Constituição apresentados desde 2003, quando iniciou a vida parlamentar. Entre eles, há inclusive, texto devolvido por vício de iniciativa.

Tente outra vez. Onyx relatou o pacote das 10 medidas contra a corrupção, ganhando a inimizade de vários colegas. Em coletiva na semana passada, Sérgio Moro contou que o deputado ficou “desalentado” por não conseguir aprová-las.

Com a palavra. À Coluna, Onyx diz que o número de projetos aprovados não é suficiente para avaliar seu trabalho legislativo. Ele considera ter tido papel relevante para a aprovação da distribuição dos royalties do pré-sal para os municípios brasileiros e também para a saúde e a educação.

Meu papel. Ex-líder do DEM, Onyx diz ter capitaneado a obstrução da votação que pretendia renovar a CPMF. O texto do governo foi derrubado, o que culminou no fim da cobrança.

Apelo. Candidato à presidência da Câmara, Alceu Moreira (MDB-RS) enviou mensagens por WhatsApp aos colegas deputados pedindo votos para que, juntos, possam melhorar a imagem do Congresso e, assim, consigam voltar a andar nas ruas sem se “sentirem envergonhados de serem parlamentares”.

Ela é minha. Após jantar em um restaurante frequentado por políticos em Brasília, Joice Hasselmann (PSL) disse a deputados estar preparada para fazer oposição ao PT e, principalmente, a Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Passa a régua. Nos últimos dois anos, a Advocacia Geral da União fechou 190 mil acordos. No balanço, a pasta concluiu que economizou R$ 1,4 trilhão dos cofres públicos. A média anual de processos é de 20 milhões.

Com o pires na mão. Na conversa que terão com Bolsonaro esta semana, governadores vão pedir, além de empenho da reforma da Previdência, uma revisão da tabela do SUS. “O governo federal diminuiu sua participação no financiamento da saúde”, justifica o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

CLICK. O ministro das Cidades, Alexandre Baldy (PP), estrelou como garoto-propaganda do lançamento do CRLV digital do Estado de Goiás, seu reduto eleitoral.

Reprodução/Twitter Alexandre Baldy

Vira o disco. Diplomatas ficaram irritados com o ex-chanceler Celso Amorim, pela entrevista à CNN em tom duro contra Bolsonaro e a Justiça. Avaliam que falar mal do novo governo, neste momento, é trabalhar contra o Brasil.

É festa. O Inep vai lançar um documentário para comemorar os 20 anos do Enem, com direito a depoimentos de pioneiros.

A SEMANA

Quarta-feira,14

Bolsonaro se reúne em Brasília com os governadores eleitos

O encontro também terá a presença dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes.

Quarta-feira, 14

Supremo julga ação sobre a criminalização da homofobia

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros pede que homofobia tenha punição semelhante à do racismo.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) E REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA. COLABOROU ELIANE CANTANHÊDE

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