Eleitor usa iniciativa do Senado em causa própria

Eleitor usa iniciativa do Senado em causa própria

Coluna do Estadão

17 Junho 2018 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

Uma iniciativa do Senado revela o que os eleitores fariam se tivessem um mandato. Se as pesquisas mostram que a preocupação do brasileiro é com saúde, educação e segurança, as sugestões revelam que a caneta na mão muda essas prioridades. Há propostas para livrar de criminalização quem sonega o fisco em até R$ 1.000, acabar com todos os impostos, definir piso salarial de até cinco mínimos para várias categorias e reduzir em 80% os salários dos políticos. As ideias que tiverem 20 mil curtidas em quatro meses podem virar projeto de lei.

Essa aí passou. Até hoje, 5.100 ideias foram apresentadas. Dessas, 92 receberam mais de 20 mil apoios e dez viraram projeto de lei ou PEC, que estão tramitando no Congresso. A que recebeu mais adesão (75.926) propõe reduzir imposto sobre games de 72% para 9%.

Tem mais. A lista das sugestões que viraram projeto de lei inclui, aindadescriminalizar a maconha para uso próprio, conceder 30% de desconto na compra de automóveis por professores e garantia de reajuste para os servidores públicos. O link do e-cidadania está na página do Senado Federal.

Clima de romance. Fiador da campanha de Ciro Gomes ao Planalto, o presidente do PDT, Carlos Lupi, diz não acreditar mais em aliança com o PT. “Eles têm candidato.”

Tinder. Todo esforço agora é para a união de Ciro com DEM e PP. Um dirigente do progressista diz que as conversas estão em fase de namoro. “Só se for virtual”, responde Lupi.

Autoestima. Preso há mais de dois meses, o ex-presidente Lula deu seu diagnóstico sobre o atual cenário político para o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). “A situação está piorando tanto que uma hora vão me chamar para arrumar a casa”, disse.

Revés. A decisão de Geraldo Alckmin (PSDB) de colocar Marconi Perillo na coordenação da campanha presidencial recebeu críticas de aliados. A escolha fortalece o principal opositor de Ronaldo Caiado (DEM) em Goiás. Há um temor de que a medida dificulte o diálogo com o DEM.

Cartão vermelho. A Justiça Eleitoral já cassou pelo menos 94 prefeitos eleitos em 2016. O último a perder o mandato foi o prefeito de Mangaratiba, cassado semana passada. Petrópolis, também no Rio de Janeiro, pode ser mais um município a ter eleições suplementares.

Próximo. O prefeito Bernardo Rossi (MDB) tem seu mandato contestado por fraude e abuso de poder econômico. O Ministério Público já apresentou parecer pela cassação e o relator, ministro Jorge Mussi, deve submeter em breve o caso ao plenário do TSE.

Amizade relativa. Frequentadores assíduos da residência oficial da Câmara dos Deputados ainda avaliam se vão assistir à estreia do Brasil na Copa com Rodrigo Maia hoje. Reclamam que os aparelhos de TV da casa são muito pequenos.

Porta de entrada. O Brasil retirou Cingapura da lista de paraísos fiscais, o que vai ajudar na relação comercial entre os países. A decisão foi tomada durante viagem do chanceler Aloysio Nunes à Ásia.

SINAIS PARTICULARES. Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores; por Kleber Sales

A SEMANA

Terça-feira, 19

STF deve julgar ação penal de Gleisi Hoffmann na Lava Jato

Supremo decide se condena ou absolve a presidente do PT pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Terça-feira, 19

Senado vota projeto que cria o Ministério da Segurança Pública

Relatório do senador Dário Berger (MDB-SC) torna permanente a pasta, criada em fevereiro pelo presidente Michel Temer.

COM  REPORTAGEM DE  NAIRA TRINDADE. COLABOROU ISADORA PERON

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