‘Eleições precisam ser barateadas’, diz Barroso

‘Eleições precisam ser barateadas’, diz Barroso

Luiza Pollo

15 Agosto 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

Um dos maiores especialistas em reforma política do País, o ministro do STF Luís Roberto Barroso tem acompanhado o debate sobre a proposta no Congresso. Ele reforça o coro contra a aprovação de um fundo público de financiamento eleitoral com um custo de R$ 3,6 bilhões. “Em lugar do financiamento, é preciso pensar no barateamento das eleições”, disse à Coluna. Barroso acha que devem acabar as “superproduções de televisão” nos programas eleitorais. Para ele, o ideal seria ser “só o candidato, uma câmera e as ideias que tiver”.

Passou batido. A comissão especial da reforma política pode concluir hoje a votação da proposta, que não ataca os gastos com marqueteiros.

Zorra total. A maior polêmica continua sendo o distritão, que elege o mais votado, desconsiderando votos na legenda. “Se passar, o próximo governo terá que negociar com 513 partidos”, adverte o presidente do PPS, Roberto Freire.

Vai encarar. O governo decidiu enfrentar a discussão sobre teto salarial e vai apoiar a votação de projeto que define o que é salário e o que é penduricalho para acabar com os supercontracheques nos três Poderes.

Cuma? Ministros do STF passaram o dia ontem trocando mensagens pelo WhatsApp indignados com a informação, revelada pelo blog da ‘Coluna’, de que um juiz de MT recebeu meio milhão de salário em julho.

Muda de vida. O ministro Gilmar Mendes, STF/TSE, recebeu a provocação de um colega. “O senhor deveria pedir para ser promovido juiz do TJMT, R$ 503,9 mil bruto.” Os ministros do STF recebem R$ 33,7 mil.

Vai… O Planalto está com a caneta pronta para exonerar Nicola Miccione da diretoria de Controle e Risco do BNB como punição aos deputados Vitor Valim (CE) e Veneziano Vital do Rêgo (PB), do PMDB, que votaram pela abertura de processo contra Michel Temer.

..Não vai. Mas há pressões de peemedebistas para que ele fique. O Planalto, defensor da demissão, aguarda um entendimento entre caciques do partido para tomar uma decisão. Enquanto isso, mais demissões estão a caminho.

Vamos conversar? Rodrigo Maia vai dar início a rodadas de conversas com economistas a fim de convencer os deputados a aprovar a reforma previdenciária.

Dinheiro acabou. Maia convidou os economistas José Camargo, Marcos Lisboa e Paulo Tafner para o primeiro bate-papo. Vai pregar que, se a economia não melhorar, não há dinheiro para pagar as emendas.

Na rua. Luiz Felipe D’Avila avalia se lançar candidato ao governo de SP pelo PSDB. Ele já iniciou conversas com empresários.

CLICK. Afastada da política desde 2014, Roseana Sarney (PMDB) causou ao ir ao supermercado com o look verde-bolinha. Ela vai concorrer ao governo do Maranhão.

WhatsApp

 

No seu quadrado. Parte da base aliada do governo vê com preocupação a interferência política na área econômica. “Vão acabar trazendo a economia para dentro da crise política”, diz o deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), colega de partido de Henrique Meirelles.

Falou sozinho. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, perdeu a queda de braço pelo fim do auxílio-reclusão, que será mantido. O governo teme que a medida provoque rebelião nos presídios.

PRONTO, FALEI!

“Parlamentarismo é um sistema que o Brasil já experimentou. A mudança vai depender das pessoas. Se as pessoas não mudarem, não vai adiantar nada”, diz o jurista Helio Bicudo.