Eleições 2020, uma missão para Eduardo

Eleições 2020, uma missão para Eduardo

Coluna do Estadão

23 de outubro de 2019 | 05h00

Eduardo Bolsonaro. Foto Tiago Queiroz / Estadão

Com Eduardo Bolsonaro na liderança do PSL na Câmara, a ordem na família do presidente da República é colocar água fria na fervura. Eles apostam que a iminência da soltura do ex-presidente Lula reforçará a polarização nas ruas e ajudará a reaglutinar o PSL. Para além da batalha em curso no Congresso, a expectativa do clã é construir uma transição pacífica com Luciano Bivar no comando nacional do PSL até o fim do ano. Como Flávio Bolsonaro está enrolado no caso Queiroz, caberia a Eduardo conduzir o partido nas eleições municipais.

De boa. O clã Bolsonaro avalia que Luciano Bivar não teve postura desrespeitosa durante a crise, e diz a aliados não guardar rancor dele. A mágoa fica para outros três parlamentares: Joice Hasselmann, Major Olímpio e Delegado Waldir.

Já era? Os sonhos da família Bolsonaro, porém, esbarram na realidade. As fraturas provocadas pela atual crise no PSL deixarão sequelas na bancada, entendem vários parlamentares, além de ter fragmentado ainda mais a direita.

Já era. Para os mais pessimistas, não há Lula nem polarização com a esquerda capaz de cicatrizar feridas.

What? Na sua primeira reunião de líderes, Eduardo Bolsonaro falou de uma teoria de conspiração envolvendo Venezuela, Rússia e Coreia do Norte. Deu um show de “olavismo”, segundo alguns relatos, o que não significou um elogio.

Durão. Depois de seu quebra-pau com o ex-líder do PSL Delegado Waldir, o líder do governo, Major Vitor Hugo, afirmou: “Eu fui comandante do Destacamento Contraterrorismo do Exército. Não vou me abalar com esse tipo de coisa”. O entrevero aconteceu por conta da previdência dos militares.

Virou. O PSL pensa em rever sua estratégia na CPI mista de fake news. Ganha força a eterna máxima: se você não pode vencer o inimigo, junte-se a eles.

Próximo. Na reta final da reforma da Previdência, líderes do Senado começam a definir o cronograma para a PEC Paralela. A expectativa é concluir a análise em segundo turno na Casa até o início de dezembro.

Sem… O grupo de trabalho do pacote anticrime de Sérgio Moro promete votar hoje limitações à atuação do Ministério Público em colaborações premiadas. O objetivo é especificar quais benefícios podem ser negociados, acabando, por exemplo, com a chance de oferecer imunidade a familiares dele.

…brecha. Pretendem ainda determinar o que fazer com provas de delações que sejam rescindidas, como pode vir a ocorrer em casos como o de Joesley e Wesley Batista. As sugestões do grupo devem ir a plenário em 15 dias.

SINAIS PARTICULARES. Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública; por Kleber Sales

CLICK. O deputado federal Lafayette Andrada (Republicanos-MG), relator do Código Brasileiro de Energia Elétrica (CBEE), testou um carro movido a eletricidade.

Foto: Divulgação/Lafayette Andrada

Em evolução. Quem monitora as conversas da família de Jair Bolsonaro com o apresentador José Luiz Datena aponta progressos rápidos na ideia de torná-lo candidato a prefeito de SP em 2020 com apoio total do Palácio do Planalto.

Tragédia. O governo de Pernambuco e o Ibama têm entendimentos distintos sobre o combate ao óleo acumulado nas praias do Nordeste. Para o Estado, o melhor é recolher o produto poluente ainda no mar. A autarquia federal avalia que nas praias a limpeza é mais eficiente.

PRONTO, FALEI!

Deputado João H. Campos. FOTO: LUÍS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Do deputado federal João Campos (PSB-PE): “É o maior desastre ambiental em extensão da história. É muito grave e hoje não há como dimensionar nem se está perto de acabar”, sobre óleo nas praias.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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