Economia dá animo e Aliança planeja mutirão

Economia dá animo e Aliança planeja mutirão

Coluna do Estadão

10 de dezembro de 2019 | 05h00

Jair Bolsonaro, entre Flávio, Eduardo e Carlos. FOTO: ROBERTO JAYME/ASCOM/TSE

A postura um tanto blasé mantida em público pelo clã Bolsonaro e seus seguidores do Aliança em relação às eleições do ano que vem sofreu, em privado, uma inversão de sentido e já tem tons de euforia. Os indicadores da economia e o viés de alta do governo nas pesquisas de avaliação estão orientando uma nova leitura do cenário: Jair Bolsonaro será grande cabo eleitoral das disputas municipais e precisa de um partido próprio. Com ou sem “boa vontade” do TSE nos processos digitais, os bolsonaristas se estruturam para colocar o Aliança em pé.

Analógico. Entidades ligadas a militares (incluindo policiais) em todo o País estão sendo procuradas para entrar na coleta de assinaturas à moda antiga. Deram sinal verde à demanda.

Juntos. Também deverá haver apoio de grupos religiosos na coleta. A ideia é montar postos em praças e feiras. Se tudo sair conforme planejado, 1 milhão e meio de assinaturas serão entregues à Justiça Eleitoral no início de fevereiro.

Otimismo. Conforme mostrou a Coluna na semana passada, o governo acredita que Bolsonaro está em rota ascendente na opinião pública, embalado, principalmente, pela expectativa de melhora na economia.

CLICK. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, discursa em homenagem ontem do Conselho Federal da OAB ao grupo jurídico Prerrogativas (Prerro)

Coluna do Estadão

Largada. PV, PSB, PDT e Rede se reúnem hoje para selecionar as cidades onde podem ter candidato único nas eleições do ano que vem. José Luiz Penna, presidente dos verdes, também quer que o grupo de centro-esquerda discuta a adoção do parlamentarismo.

Estica… Parte do grupo de senadores que defendem a aprovação do projeto de prisão após condenação em segunda instância avalia que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, esticou a corda até onde pode para tentar barrar o avanço da proposta na CCJ.

…e puxa. Sem apoio, Alcolumbre teve de marcar a sessão da Casa para hoje à tarde, e não de manhã, quando normalmente ocorrem as reuniões da CCJ.

Sem bate-boca. O combativo deputado Júnior Bozzela (PSL-SP) passou os últimos dias articulando via WhatsApp. Motivo: tirou os sisos, os dentes do juízo, na sexta-feira passada.

SINAIS PARTICULARES. 

Junior Bozzela, deputado federal (PSL-SP)

Kleber Sales

Dedo… Com a disputa pela liderança do PSDB na Câmara acirrada, os padrinhos de Beto Pereira (MS) manobraram para adiantar em uma semana a eleição: precisam do voto de Miguel Haddad (SP), que nos próximos dias deixa o mandato por ser suplente.

…no olho. O método pouco convencional dá o tom do nível de “competitividade” da disputa, que poderá deixar sequelas na bancada até o fim da legislatura.

Ops. A confraternização da bancada tucana, inicialmente prevista para ontem, teve de ser adiada.

Roleta. O vice-governador do Rio, Cláudio Castro (PSC), defendeu a liberação dos cassinos em debate sobre o Porto Maravilha, projeto urbanístico da capital fluminense. Segundo ele, sob regras rígidas, a medida será uma “injeção de recursos fantástica”.

Roleta 2. O evento era patrocinado pela Caixa Econômica Federal, que tem interesse na área do Porto Maravilha. Thaís Peters, vice-presidente do banco, porém, deu o cano. O deputado Hugo Leal (PSD-RJ) criticou o descaso.

PRONTO, FALEI!

Deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB). FOTO: LUCIO BERNARDO JUNIOR/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Pedro Cunha Lima, deputado federal (PSDB-PB): “Uma tragédia envolvendo nove vidas. E o mais importante é polarizar o País. Repugnante”, sobre postagem de Eduardo Bolsonaro acerca de Paraisópolis.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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