Doria e seus secretários podem ganhar reajuste

Doria e seus secretários podem ganhar reajuste

Coluna do Estadão

08 Dezembro 2018 | 05h30

Cauê Macris, presidente da Assembleia de SP Foto: Amanda Perobelli/Estadão

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), e sua equipe podem assumir o mandato em janeiro de 2019 já com reajuste salarial. O presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris, colega de partido de Doria, apresentou projeto para reajustar em 2,95% os vencimentos do governador, de R$ 22,3 mil para R$ 23,04 mil; do vice, para R$ 21,8 mil, e dos secretários, para R$ 20,7 mil. O porcentual é o IPCA de 2017. A Constituição do Estado determina que os vencimentos sejam definidos de um ano para outro, mas não obriga o adicional.

Fica como está. Outro projeto, também de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, prevê manutenção do mesmo valor deste ano, de R$ 25,3 mil, sem reposição inflacionária, para os deputados estaduais. Mesmo sem reajuste, os deputados ganharão mais do que o governador.

Com a palavra. Macris afirma que foi dele a decisão de propor adicional para seu colega de partido e de congelar o salário dos deputados. Por meio da assessoria, João Doria diz que “acha inoportuno qualquer aumento salarial que resulte em novas despesas”.

Sem chance. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), avisou aos aliados para que esqueçam qualquer iniciativa para elevar de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil o salário dos deputados, após o reajuste dos ministros do Supremo. Não pautará essa discussão este ano.

Linha direta. A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro foi consultada sobre a intervenção federal em RR antes de o presidente Temer bater o martelo. E deu seu aval. Partiu de Temer a ideia de escalar o governador eleito Antônio Denarium (PSL), do partido de Bolsonaro, como interventor.

Prazo de validade. Um grupo de investidores entrevistou quatro senadores esta semana a fim de tentar interpretar o sentimento deles em relação ao futuro governo. Primeira pergunta: Quanto tempo avaliam que o futuro ministro Onyx Lorenzoni permanecerá na Casa Civil?

Ops. Os investidores avaliam que Onyx tem perfil explosivo. Ontem, abandonou uma entrevista coletiva irritado com jornalistas.

SINAIS PARTICULARES. Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil; por Kleber Sales.

De saída. Jair Bolsonaro será diplomado na segunda-feira sem renunciar ao mandato de deputado federal. Ele só deverá abrir mão no último momento. O presidente Michel Temer fez o mesmo. Deixou a Câmara em 30 de dezembro de 2014, 13 dias depois de ser diplomado.

Linhas gerais. Na diplomação, Bolsonaro fará um discurso de cerca de 20 minutos. Vai dizer que seu governo irá buscar a conciliação, a democracia, a redução das desigualdades sociais e ter como marca o amor à pátria.

CLICK. Magno Malta diz em vídeo não ser o responsável pela indicação de Damares Alves, sua assessoria, para o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos.

O senador Magno Malta; Reprodução

Vai tocando. A Petrobrás não suspendeu os contratos com as empresas multinacionais Vitol, Trafigura e Glencore, alvos da última fase da Operação Lava Jato.

Cautela. A petroleira diz que iniciou nova avaliação para revisão do Grau de Risco de Integridade (GRI) das empresas implicadas e, “onde se fizer necessário, e de acordo com seu processo de Due Diligence de Integridade, reclassificá-las”.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

“Raquel Dodge não pode permitir que o MPF, esses monstros, sob sua direção, façam o mesmo”, DO SENADOR RENAN CALHEIROS (MDB-AL),  acusando o Ministério Público de deixar vazar inquérito que o investiga

COM REPORTAGEM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

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