Doria tenta última medida para evitar lockdown total em São Paulo e ganha apoio de prefeitos

Doria tenta última medida para evitar lockdown total em São Paulo e ganha apoio de prefeitos

Alberto Bombig e Marianna Holanda

02 de março de 2021 | 13h48

João Doria, governador de São Paulo. Foto: Governo de SP

O governo de São Paulo, apoiado por prefeitos, fará uma tentativa para evitar a adoção de um total e severo lockdown no Estado como forma de frear a propagação do novo coronavírus e o colapso total do sistema de saúde. Por ora, a medida a ser adotada será a regressão de todas as regiões para a fase vermelha, a mais restritiva, do Plano São Paulo de combate à covid-19. Simultaneamente, o governo espera avançar na vacinação, na conscientização da população e na fiscalização de atividades irregulares que promovam aglomerações.

Na prática, se as regras estabelecidas no plano não forem mudadas, a regressão para a fase vermelha significa que todo o Estado deverá, provavelmente a partir de sexta-feira, retomar o confinamento imposto aos paulistas no pior momento da pandemia: entre abril e maio de 2020.

O assunto foi objeto de discussão na reunião entre João Doria, prefeitos, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, e membros do Centro de Contingência da Covid-19, nesta tarde, 2. O tema lockdown foi colocado à mesa, porém o consenso foi de que ainda é possível evitar medida tão radical como a adotada em países europeus e até em cidades do interior paulista. No lockdown total, nem os supermercados podem funcionar e a circulação de pessoas é restrita e controlada.

Na reunião também foi apresentado um ofício da Associação Paulista de Municípios ao secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, pedindo que o centro de contingência promova “ações rápidas e concretas para frear esse avanço da contaminação em massa da nova variante da covid-19”.

O entorno do governador paulista reluta em implementar um lockdown nos moldes do adotado, por exemplo, em Araraquara, porque sabe do desgaste político da medida. Ainda assim, cidades no interior cogitam elas próprias uma paralisação total dos serviços devido ao crescente número de casos e à falta de leitos de UTI.

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