Doria articula com aliados para alterar orçamento de França

Doria articula com aliados para alterar orçamento de França

Coluna do Estadão

14 Novembro 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES. João Doria, governador eleito de São Paulo; por Kleber Sales

A pedido do governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), a proposta orçamentária de Márcio França (PSB) deve sofrer alterações para acomodar promessas de campanha do tucano, como a construção de 1,2 mil creches e de 17 batalhões da Rota. O texto será substituído pelo relator, o deputado estadual Marco Vinholi (PSDB). “As mudanças estão de acordo com o plano de governo aprovado pela população”, sintetizou. Garantir recursos para o programa Corujão da Saúde, que oferece exames médicos na rede privada, é uma das prioridades.

Cobertor curto. O projeto enviado para apreciação dos deputados prevê orçamento de R$ 229,9 bilhões, 6% maior que o deste ano. Segundo Vinholi, deve ser remanejado pelo menos R$ 1 bilhão para que parte das promessas comece a ser executada ano que vem.

Tesoura. Está certo também que a vitrine de França, o Alistamento Civil, que paga bolsas mensais de R$ 500 para jovens de baixa renda trabalharem, será descartado. O recurso previsto para o programa, R$ 159 milhões, deve compor o Centro Paula Souza, responsável pelas escolas técnicas.

Deixa comigo. Chefe do PR, Valdemar Costa Neto disse a aliados do Centrão que vai chamar o Capitão Augusto (PR-SP) para convencê-lo a retirar a candidatura à presidência da Câmara. O PR integra o Centrão, que trabalha pela recondução de Rodrigo Maia.

Já por ele… Capitão Augusto tem conversado com João Campos (PRB-GO) para formarem uma chapa única pela presidência da Câmara. A intenção é não fragmentar as bancadas evangélica e da bala.

Contando moedas. Na conversa com Rodrigo Maia, a maior preocupação do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), será pedir que ele segure as pautas que impliquem aumento de gasto a partir de 2019.

Missão. Cotado para ministro da Saúde, Luiz Mandetta (DEM-MS) já enumerou os problemas que enfrentará em 1.º de janeiro, caso seja efetivado. Um deles é a resistência do presidente eleito em trabalhar com os 10 mil médicos cubanos. “Como faremos sem eles?”, indagou Mandetta.

Sinal verde. O Brasil passou pela primeira avaliação para a adesão aos Códigos de Liberalização da OCDE, em sabatina, em Paris. A segunda está prevista para março de 2019. A etapa é condição necessária para o País aderir à organização. O processo é capitaneado pelo Banco Central.

Ele fica. A Executiva do MDB vai prorrogar hoje o mandato de Romero Jucá na presidência do partido. A intenção é mantê-lo no comando até setembro de 2019, um ano antes das eleições municipais. Jucá tem apoio da cúpula da legenda.

CLICK. Bolsonaro foi um dos poucos deputados a gravar vídeo divulgando o filme ‘Polícia Federal – A Lei é Para Todos’. A continuação do longa sobre a Lava Jato sai em 2019.

Verba. Os produtores já foram autorizados pela Ancine a captar R$ 13,7 milhões. O ator Marcelo Serrado, que apoiou o PT na eleição, pediu para não fazer mais o juiz Sérgio Moro. Ainda não há substituto.

Saga. O Polícia Federal – A Lei é para Todos 2 vai começar com a condução coercitiva de Lula e narrar a delação de Joesley Batista, que envolve Michel Temer e Aécio Neves, o impeachment de Dilma e a prisão de Sérgio Cabral e Eduardo Cunha. O acidente que matou Teori Zavascki também estará no filme.

PRONTO, FALEI!

Alceu Moreira. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Não tem de haver discurso antagônico entre o Meio Ambiente e a Agricultura. Eles se complementam”, DO NOVO PRESIDENTE DA FRENTE PARLAMENTAR DA AGROPECUÁRIA, ALCEU MOREIRA, sobre a tentativa frustrada do novo governo de unir as pastas.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E ADRIANA FERRAZ

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao