Em jantar com tucanos, eleição de 2018 ficou de “fora” da pauta

Em jantar com tucanos, eleição de 2018 ficou de “fora” da pauta

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Coluna do Estadão

18 de agosto de 2016 | 12h59

Foto: André Dusek/Estadão

Foto: André Dusek/Estadão

O assunto eleição presidencial  não entrou no cardápio de jantar do presidente em exercício Michel Temer com tucanos ontem à noite, embora estivesse implícito. A reunião foi marcada depois que senadores do PSDB aumentaram as críticas ao governo contra o afrouxamento do ajuste fiscal. Revolta que começou após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), lançar Temer candidato para 2018. Com vários presidenciáveis na legenda, os tucanos não gostaram do movimento e reagiram. “Não teve uma palavra sobre eleição de 2018. Zero”, disse um dos presentes.

No encontro, os senadores reforçaram as cobranças para que o governo seja inflexível nas medidas econômicas, apontadas por eles como a única alternativa para retomada dos empregos. “Caso o contrário, seremos um país de desempregados”, disse um dos presentes. Ao final, houve convergência – palavra mais usada hoje pelos tucanos para definir o jantar. Temer teria concordado que, sem remédio amargo, o País não sai da crise em médio prazo.

No cardápio, foi servido vinha nacional, sopa, verduras, frango empanado e arroz negro. De sobremesa, frutas e um bolo, no qual, segundo um senador, ninguém tocou. (Andreza Matais)

 

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