Disputa em SP em 2022: Bolsonaro com o candidato de Doria; Moro com o MBL

Disputa em SP em 2022: Bolsonaro com o candidato de Doria; Moro com o MBL

Coluna do Estadão

12 de novembro de 2021 | 05h00

Nas voltas que a política dá, Jair Bolsonaro, ora, vejam só, poderá ter de apoiar o candidato de João Doria ao governo de São Paulo em 2022. Apesar de ter pedido a Valdemar Costa Neto o controle do PL paulista, o presidente foi informado de que seu novo partido está praticamente acertado com Rodrigo Garcia, vice do “calça apertada” e nome do PSDB para o Bandeirantes. Resignado, Bolsonaro teria respondido: “O Garcia não é o Doria”. Ou seja, há possibilidade de jogo com o tucano, especialmente em um segundo turno. Porém, sem um candidato 100% bolsonarista, o presidente abrirá espaço no maior colégio eleitoral do País para Sérgio Moro, que negocia palanque com o MBL.

Arranjo. O Podemos de Moro apoiaria Arthur do Val, do MBL, a governador, em troca de ter o Patriota na aliança nacional do ex-juiz da Lava Jato.

Arranjo 2. A tendência é o MBL voltar ao Patriota, mas não em bloco fechado. Kim Kataguiri, por exemplo, deve permanecer no União Brasil.

Fechados. André do Prado, deputado estadual do PL, é considerado um obstáculo intransponível para Bolsonaro tomar conta completamente do diretório paulista do partido.

De chegada no PL, Bolsonaro pode ter de negociar com aliado de Doria na disputa pelo governo de SP. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Magia bolsonarista. “Assim como Voldemort (personagem da saga Harry Potter), Valdemar é um mestre da sobrevivência: manteve-se poderoso após todas as crises e escândalos da política brasileira nas últimas décadas”, diz trecho da newsletter de canal criado por Olavo de Carvalho.

SINAIS PARTICULARES. Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Monstro… Em Otelo, Shakespeare escreveu que o ciúme é um “monstro de olhos verdes”. Para integrantes do Novo, é essa a fera que tem corroído o jovem partido, agora abalado pela lamentável briga, na quarta-feira, 10, entre as vereadoras paulistanas Cris Monteiro e Janaína Lima na maior Câmara Municipal do País.

…de olhos… Conforme esse diagnóstico, a vontade de aparecer e de colocar projetos pessoais acima de interesses coletivos, sintomas típicos de quem se elege com discurso antipolítica, está no cerne das muitas divisões internas do Novo.

…verdes. A boa notícia para o Novo é que há uma unanimidade: o pré-candidato a presidente Felipe d’Avila é habilidoso e com perfil ideal para construir uma unidade. Desde que sua candidatura não sofra traições de integrantes do partido seduzidos pelo ex-juiz Moro.

Lamentável. “Episódio absolutamente lamentável e que será devidamente apurado e julgado pelas instâncias partidárias competentes”, disse Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, sobre a briga, revelada pelo blog da Coluna.

CLICK. Agora alvo de bolsonaristas, senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) publicou foto com a camiseta “Meu partido é o Brasil”, usada na campanha de 2018. “Mantenho convicções e bandeiras”.

Lamentável 2. Por falta de quórum, o diretório estadual do Cidadania de São Paulo adiou a definição sobre expulsar ou não o deputado estadual Fernando Cury, do caso de assédio contra Isa Penna (PSOL) na Assembleia paulista.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MATHEUS LARA. COLABOROU ADRIANA FERRAZ.

PRONTO, FALEI!

Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo

No Twitter, Paulo Hartung prestou homenagem à jornalista Cristiana Lôbo, que morreu na quinta, 11 de novembro. Foto: Gabriel Lordello/Estadão

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