Dirigente ameaça ir à Justiça e pede fim do ‘voto de minerva’ para presidente do Novo

Dirigente ameaça ir à Justiça e pede fim do ‘voto de minerva’ para presidente do Novo

Alberto Bombig

06 de novembro de 2021 | 05h00

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro. Foto: Taba Benedicto/Estadão

O clima de pré-candidatura presidencial, com o lançamento do nome de Felipe d’Avila para a disputa de 2022, não serviu para aplacar as divisões no Partido Novo, que vive mais um episódio de sua longa disputa interna.

Aliados de João Amoêdo querem uma nova convenção nacional para revogar a resolução que deu ao presidente do partido, Eduardo Ribeiro, padrinho do projeto d’Avila, o direito ao voto de Minerva nas questões internas.

Em carta, a secretária de Assuntos Institucionais do Novo, Patrícia Vianna, propõe a convocação de uma nova convenção como último recurso para evitar a judicialização dessa questão. “A modalidade de votação proposta na resolução vai contra os valores partidários, ao quebrar a isonomia interna nos diretórios”, afirma ela.

Com a palavra, Eduardo Ribeiro (Novo):

Voto de minerva não é novidade no partido, já há resolução anterior que instituiu o voto de minerva para julgamentos disciplinares nos diretórios. Essa nova resolução, aprovada por ampla maioria da Convenção Nacional – órgão máximo do partido – só regulamenta uma omissão do Estatuto, ampliando este voto para outras deliberações também, evitando que o partido fique em impasses e tenha uma gestão comprometida. É um princípio básico de governança e vale para todos os diretórios (nacional, estaduais e municipais).

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