Diretor da Odebrecht é alvo de condução coercitiva na Operação Acrônimo

Empreiteira firmou ao menos dez empréstimos com o BNDES via esquema de propina

Coluna do Estadão

15 de setembro de 2016 | 12h38

Foto: Divulgação PF

Foto: Divulgação PF

 

O diretor da Odebrecht João Carlos Mary Nogueira foi alvo nesta quinta-feira de mandado de condução coercitiva e de busca e apreensão pela 7a fase da Operação Acrônimo.

Nogueira foi levado a depor na superintendência da PF no Rio de Janeiro. Ele é um dos diretores que fazem delação premiada pela Odebrecht na Operação Lava Jato. Na Acrônimo, a empreiteira é acusada de pagar propina de U$ 7,6 milhões em troca de contratos com o BNDES no valor de U$ 3 bilhões.

No total, os investigadores descobriram que a empreiteira contratou a empresa de consultoria DM Desenvolvimento de Negócios Internacionais para intermediar ao menos dez  contratos com o BNDES. Essa firma, segundo as apurações, agilizou a liberação do contrato de empréstimo com o banco e conseguiu as garantias necessárias para obtê-los.

O dono da DM, Álvaro Luiz Vereda Oliveira, também foi alvo de mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão. Antes de abrir a empresa, ele exerceu importantes cargos no BNDES e ministérios da Fazenda e Relações Exteriores.

Segundo os investigadores, até 2014 o único cliente da DM foi a Odebrecht. A firma funciona na casa do dono e não tem funcionários.

(Andreza Matais e Fábio Fabrini)

 

 

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