Derrota na Previdência preocupa governadores

Derrota na Previdência preocupa governadores

Coluna do Estadão

03 de julho de 2019 | 05h00

Presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), vice-presidente Silvio Costa Filho (PRB-PE) e relator, Samuel Moreira (PSDB-SP). Foto: Dida Sampaio

A derrota política da ausência dos Estados no relatório da reforma da Previdência preocupa governadores, ainda com outras demandas no Congresso. A articulação não teve força para transpor a resistência na etapa que seria mais fácil, o relatório. “Não vamos jogar a toalha”, diz Eduardo Leite (RS), que aposta na inclusão no plenário. Mas outros governadores admitem que é preciso recalibrar as forças. Para outros projetos, como a securitização da dívida, não há caminho alternativo ao Congresso e, esses sim, garantem recursos antes das eleições municipais.

Estratégia. Para terem mais chances de sucesso, governadores vão focar em pautas que possam ser resolvidas por projeto de lei, cujo quórum mínimo para aprovação é menor.

Aposta máxima. A exceção será o pacto federativo que vai ser enviado pelo governo e que foi tema de conversa ontem entre Davi Alcolumbre e o presidente Jair Bolsonaro no Planalto.

Pela pátria. Para o governador João Doria, uma reforma que represente o real interesse do País tem de incluir os Estados. “Esta é a reforma que os brasileiros desejam do Congresso: sem influências eleitorais, sem egoísmos”, alfinetou.

Divididos. O PSB se reúne na segunda-feira e deve fechar posição contrária à reforma da Previdência, mas liberando deputados. Tanto no PSB quanto no PDT, estima-se que metade das bancadas seja favorável, cerca de 30 votos somados.

Prioridade. A equipe econômica deve recomendar o veto ao projeto que tira 20% do Fundo Social do pré-sal para financiar gasodutos. Argumentará que o valor é suficiente para construir mais de 200 mil creches e que o investimento deve vir do setor privado.

Não… Apesar de deputados da oposição terem insistido no depoimento na Câmara para o ministro da Justiça, Sérgio Moro, entregar seu celular para perícia, investigadores da Polícia Federal dizem que a devolução pode ser inócua.

…adianta. Como os supostos diálogos vazados são de três, quatro anos atrás, se o aparelho tiver sido trocado, a PF pode não conseguir periciar.

CLICK. Sobrinho do presidente, Leo Índio publicou foto do “lanche junino” no gabinete do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), onde atua como assessor desde abril.

Novo cargo. O secretário executivo da Secretaria de Governo será o servidor de carreira Jonathas Assunção, hoje à frente da área de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional. O convite do general Luiz Eduardo Ramos teve aval do ministro Gustavo Canuto.

SINAIS PARTICULARES. Jonathas Assunção, secretário nacional de Saneamento; por Kleber Sales

De olho. A Associação Nacional de Procuradores do Trabalho (ANPT) lança hoje sua agenda de pautas prioritárias para até 2020. O abuso de autoridade e a revogação da reforma trabalhista estão entre os principais temas da instituição.

PRONTO, FALEI!

Foto: Divulgação/Associação Nacional dos Procuradores da República

Do Fábio George da Nóbrega, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República: “Quando representamos a sociedade, damos voz às minorias. Vamos ser proibidos de falar?”, sobre trecho do abuso de autoridade que limita declarações fora dos autos.

COM JULIANA BRAGA (editora interina) e MARIANNA HOLANDA

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