Deputados voltam a trocar farpas e CPI do Carf pode terminar sem relatório

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Coluna do Estadão

02 de agosto de 2016 | 11h55

Foto: André Dusek/ESTADÃO

Foto: André Dusek/ESTADÃO

A CPI que investiga esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) na Câmara terminou mais uma reunião com acusações entre os deputados. O relator José Carlos Bacelar (PTN-BA) atacou o PSDB, “que concentra o poder financeiro do país”, acusando a sigla de promover a blindagem a empresários investigados. “Tenho quase certeza de que essa história de achacador foi uma cortina de fumaça para acabar com a CPI”, disse Bacelar. As suspeitas de achaque a empresários foram levantadas por um integrante da CPI, deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), que não apresentou nomes.

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) defendeu seu partido. “Essas suspeitas já estão sendo investigadas em várias instâncias e não aceito que o PSDB seja acusado de blindagem. Na minha opinião, o relatório tem que ser propositivo, no sentido de mudar o Carf”, disse.

A CPI se encerra dia 11, por determinação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mas o relatório final ainda não foi apresentado. Bacelar propôs que um grupo de integrantes da CPI procure Maia para pedir mais prazo para a comissão. “Vamos tentar votar semana que vem. Se não conseguirmos, a CPI vai terminar sem relatório. E se tiver achacadores, que sejam investigados”, disse o presidente da CPI, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA). (Andreza Matais)

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