Deputados do PSL articulam CPI da violação do sigilo de Moro e procuradores

Deputados do PSL articulam CPI da violação do sigilo de Moro e procuradores

Marianna Holanda

11 de junho de 2019 | 11h14

Foto: Alex Silva/Estadão

Os deputados do PSL, Carlos Jordy (RJ) e Filipe Barros (PR), articulam uma CPI para apurar a “interceptação e a divulgação” de conversas dos procuradores da Lava Jato e do então juiz federal Sérgio Moro.

O site The Intercept divulgou na noite de domingo diálogos de membros do Ministério Público e de Deltan Dallagnol com o ministro da Justiça. A pressão sobre Moro e Dallagnol escalou desde então e, ontem, a OAB chegou a pedir  afastamento de ambos dos respectivos cargos.

Apesar de Bolsonaro ainda não ter se manifestado, seus filhos e demais parlamentares do PSL saíram em defesa do ministro nas redes sociais.

“Caberá à CPI investigar as atividades dos responsáveis pela criminosa interceptação e divulgação de conversas ocorridas entre procuradores da república, juízes federais e o atual Ministro Sérgio Moro”, diz trecho do requerimento, que precisará ainda de 171 assinaturas para ser instalada a comissão.

O portal que divulgou as conversas não informou como elas foram obtidas, mas a Constituição assegura o sigilo de fonte a jornalistas.

No sentido oposto, há também uma articulação para uma outra CPI: esta da oposição, que pretende apurar a conduta de Moro e dos procuradores.

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