Depois de Bolsonaro, Toffoli vai pedir respeito a divergências

Depois de Bolsonaro, Toffoli vai pedir respeito a divergências

Coluna do Estadão

08 Setembro 2018 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo

Em meio à repercussão do atentado a Jair Bolsonaro, o ministro Dias Toffoli usará o seu discurso de posse como presidente do Supremo para destacar a pluralidade e as diferenças de opiniões e ideias como essência da democracia. Toffoli assume o comando da Corte na próxima quinta, quando também defenderá a harmonia entre os poderes. Na tarde de ontem, o ministro tentava ligar para filhos de Bolsonaro, mas o telefone estava ocupado. Em audiência de custódia, o agressor disse que atacou Bolsonaro por discordar da sua posição política.

Contexto. Esses pontos do discurso já estavam planejados antes do ataque a Bolsonaro, mas serão reforçados diante dos últimos acontecimentos. Toffoli ainda avalia se vai mencionar especificamente o atentado em Juiz de Fora em seu discurso de posse.

Vigilância. A Polícia Federal vai manter agentes fazendo a segurança de Jair Bolsonaro mesmo enquanto ele estiver internado no hospital Albert Einstein. A explicação é que ele continua candidato ao Planalto.

Tchau, Haddad. O governador petista Camilo Santana, do Ceará, participou ontem de ato de campanha ao lado do presidenciável Ciro Gomes. O movimento ocorre depois de o TSE barrar Lula, que deve ser substituído por Haddad, e Ciro ter subido na pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Sai de mim. A campanha de Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas entrou no TRE para barrar propaganda do adversário Fernando Pimentel (PT). O tucano não gostou de ser associado ao senador e colega Aécio Neves.

Bem casado. O comercial pede aos eleitores que respondam a primeira coisa que venha à cabeça quando ouvem palavras como goiabada, café e Anastasia. As respostas são: queijo, leite e Aécio. O PSDB se queixa da “tentativa de ligar a imagem de Anastasia à de Aécio Neves”.

Mesmo filme. Coordenador da campanha de Geraldo Alckmin, ACM Neto foi esfaqueado pelas costas há 12 anos, por uma mulher, em Salvador. A facada atingiu o pulmão e ele precisou ser operado. “É algo que não se esquece nunca”, diz.

Guerra é guerra. A trégua que os opositores darão a Bolsonaro vai acabar assim que ele voltar a gravar para a campanha, mesmo do hospital, e os médicos anunciarem sua melhora.

Restart. Os oponentes dizem em coro que, dadas essas condições, o debate político volta com força, incluindo a artilharia contra Bolsonaro. “É a nossa pele ou a dele”, resumem.

Tô aqui. Fernando Haddad aguardava ontem a PF procurá-lo para tratar da sua segurança. Vai aceitar a escolta? “Vou ver o que é.”

CLICK. Apoiadores de Bolsonaro divulgaram manobra deste 7 de Setembro da esquadrilha da fumaça formando um B. A FAB mostrou nas redes outra imagem. Era um coração.

Twitter Apoiadores Bolsonaro

 

OS VICES.

SINAIS PARTICULARES: Sônia Guajajara (PSOL), vice de Guilherme Boulos (PSOL); por Kleber Sales

Aviso prévio. Depois de gravar os vídeos nos quais Michel Temer ataca Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, a equipe enviou as peças para os auxiliares do presidenciável Henrique Meirelles. Queria alertá-lo dos torpedos que viriam.

Mundo. Dentro do esforço para intensificar a colaboração internacional na área de inteligência, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, foi eleito presidente do Grupo de Trabalho de Chefes de Polícia da reunião de Ministros de Segurança Pública das Américas, vinculada à OEA.

PRONTO, FALEI!

“Esta eleição não será voltada para a economia, como acontecia com todas as outras.
O grande enfoque deste pleito será a violência”, de ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ, diretor do Diap, entidade que pesquisa o Congresso.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E BRENO PIRES

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao