Depoimento de Joice anima cúpula de CPI mista e do Congresso

Depoimento de Joice anima cúpula de CPI mista e do Congresso

Coluna do Estadão

05 de dezembro de 2019 | 05h00

Ex-líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) presta depoimento à CPMI das Fake News. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Bem peneirado pela turma da CPMI das Fake News, o depoimento de Joice Hasselmann recolocou os trabalhos do colegiado na direção do objetivo sonhado pela “cúpula ampliada” do Congresso: descobrir quem banca (e como) a militância virtual bolsonarista. O substrato da fala da deputada deverá embasar novas convocações e pedidos de quebra de sigilos. “Precisamos chegar a esses financiadores e a quem foi beneficiado por esse investimento milionário”, disse o presidente da comissão, senador Angelo Coronel (PSD-BA), à Coluna.

Alma lavada. Vítimas de ataques digitais comemoraram em privado as afirmações de Joice Hasselmann (PSL-SP) de que há um “gabinete do ódio” no Planalto e que mentiras são financiadas com muito dinheiro, público ou privado.

Efeito. No pior cenário, dizem algumas das vítimas, as afirmações da deputada ajudam a diminuir a intensidade dos ataques. Eles enxergam esse papel, inclusive, no inquérito aberto pelo Supremo sobre o tema.

Atenção. Angelo Coronel lembra que, se ficar provado que há verba pública envolvida, é caso de improbidade. Se teve dinheiro privado nas eleições, é abuso de poder econômico.

Cadê? “Ela apresentou post, meme, injúria e calúnia. Prova de fake news, nada. Isso aqui parece CPI do meme”, disse Bia Kicis (DF) sobre o depoimento de Joice Hasselmann.

Pegar… O governo comemorou a aprovação na Câmara do pacote anticrime de Sérgio Moro, apesar de a versão inicial ter sido muito desidratada: sabia que, se ficasse para o ano que vem, a iniciativa do ministro não seria votada.

…ou largar. “O consenso na votação que aprovou o substitutivo revela que a vitória foi do Parlamento que legislou com coragem”, disse o deputado Fábio Trad (PSD-MS). Nem o PSL discordou do aprovado: espera “reidratar” pontos importantes no Senado.

SINAIS PARTICULARES.
Marco Feliciano,  deputado federal (Podemos-SP)

Kleber Sales

Invejosos. Marco Feliciano ganhou apelido dos colegas de Câmara: Riquinho. Dos R$ 15 milhões indicados por ele no Orçamento deste ano, R$ 12 milhões já foram pagos em emendas.

Tem vaga. Em almoço com a bancada do PSDB, Paulo Guedes foi questionado se as diversas cutucadas que deu no partido não seriam, na verdade, uma vontade inconsciente de se tornar tucano. O ministro se limitou a responder que já votou no PSDB.

Ops. O chefão da Economia ouviu de senador que o governo terá dor de cabeça com a reforma administrativa no futuro. O lobby dos servidores virá com tudo.

CLICK. Em almoço com a bancada tucana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi só sorrisos com Tasso Jereissati (CE), relator da Previdência e do saneamento.

Coluna do Estadão

Cortesia. Fernando Haddad (PT) pretende visitar hoje o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), em tratamento contra um câncer no estômago.

Time. Fernando Henrique Cardoso listou em rede social opções do “centro progressista” contra “radicalismos” que “aguçam polarizações e não resolvem problemas populares e do País”: Eduardo Leite, Luciano Huck e João Doria.

Pero no mucho? Os vereadores liberais Fernando Holiday (DEM), do MBL, e Janaína Lima (Novo) votaram a favor da bolsa do prefeito de SP, Bruno Covas, que dá R$ 100 para as famílias sem vaga em creches.

PRONTO, FALEI!

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Simone Tebet, senadora (MDB-MT): “Se não queremos inocentes presos, também não podemos aceitar criminosos soltos”, sobre o projeto da prisão após condenação em segunda instância no Congresso.

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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