DEM quer usar crise do PSDB para crescer

DEM quer usar crise do PSDB para crescer

Coluna do Estadão

19 Agosto 2017 | 05h30

Vereador da Câmara Municipal de SP, Milton Leite (DEM) com o prefeito João Doria. Foto: Fernando Pereira/Prefeitura de SP

Integrantes da cúpula do DEM apostam que poderão faturar politicamente com a crise interna do PSDB. Em reformulação e tentando assumir protagonismo no campo de centro-direita, dirigentes do partido acham que o desgaste dos tucanos abrirá espaço para que eleitores do PSDB voltem suas atenções para propostas novas apresentadas por legendas que se contraponham ao PT. Nesse processo, o DEM monitora também a situação do prefeito João Doria no PSDB, abrindo a possibilidade de lançá-lo à Presidência, se os tucanos lhe fecharem a porta.

Me poupe! Tasso Jereissati garante que não está preocupado com a possibilidade de o procurador da Câmara, Carlos Marun, pedir sua retratação por causa do programa do PSDB. Acha que Marun “talvez não tenha entendido o programa”.
Veja bem. Tasso afirma que “o programa não está criticando a Câmara”. “Estamos criticando o sistema. Falamos com toda a clareza que o problema não são as pessoas. O sistema é que está falido”, diz.
Anjo mau. Integrantes do grupo dos cabeças-pretas tucanos dizem que a forte reação governista contra o programa do PSDB teve grande incentivo do ministro Moreira Franco. Há promessa de troco.
Pode? O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), vai tirar uma semana de férias a partir de segunda. Nesse período, diz que vai visitar 80 municípios de sua base eleitoral em pré-campanha para reeleição de deputado federal em 2018.

Fazendo caixa. Joesley Batista está conduzindo pessoalmente as negociações em torno da venda da Eldorado Celulose. O delator tem recebido representantes de interessados  com bom humor: – Já nos vimos depois que fiquei famoso?

 

Tem fila. A venda da Eldorado deve render aos Batista entre R$ 6 e 7 bilhões. Estão avançadas as negociações com a  Asia Pulp. Mas ainda há quem aposte numa corrida por fora da Fibria Celulose.

 

Com a palavra. A J&F disse à Coluna que não vai comentar as negociações e que os processos seguem os trâmites usuais para esse tipo de operação.

 

SINAIS PARTICULARES – JOESLEY BATISTA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Assíduo. Cândido Vaccarezza, preso ontem pela Lava Jato, frequentava os gabinetes de Brasília mesmo sem mandato. Em 21 de março, o ex-petista fez foto ao lado de Michel Temer após negociar apoio do PTdoB à reforma previdenciária.

Obsessão. Presidente do PTdoB em São Paulo, Vaccarezza não escondia o desejo de voltar ao Congresso em 2018. Antes da prisão, ele trabalhava como médico ginecologista e ajudava o partido a se aproximar da ideologia petista. O primeiro passo foi a troca de nome do PTdoB para Avante.

CLICK. Titular da Cultura, Sérgio Sá Leitão atualizou a galeria de ex-ministros com as fotos de Roberto Freire e Marcelo Calero, que inovou ao posar sem terno e gravata.

Foto: Facebook

Quem? Petistas tentaram ignorar a prisão de Vaccarezza justificando que ele tinha “carreira solo”. Investigadores afirmam que as provas contra ele são robustas e apostam que a prisão temporária será convertida em preventiva.

Pela metade. Marcus Vinicius Coêlho, ex-presidente da OAB, tem defendido a redução do número de candidatos que cada partido pode lançar como forma de diminuir os custos das campanhas. O teto atual é 150% do número de vagas. Acha que deveria ser 50%.

 

PRONTO, FALEI!

“Só um megalomaníaco imaginaria que alguém deva beijar-lhe os pés porque realizou alguma obra. Tirano”, de ALEXANDRE ALELUIA (DEM-BA), líder do governo da prefeitura de Salvador, sobre Lula dizer que o vereador deveria beijar seus pés.

 

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