Defesa de ex-assessor de Flávio Bolsonaro quer novos dados do Coaf

Defesa de ex-assessor de Flávio Bolsonaro quer novos dados do Coaf

Coluna do Estadão

29 Dezembro 2018 | 05h00

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL) Foto: Reprodução/SBT

A defesa de Fabrício Queiroz vai pedir ao Ministério Público acesso a novos relatórios que teriam sido produzidos pelo Coaf, detalhando movimentações financeiras do ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro na Alerj. Queiroz ainda não conversou de forma detalhada sobre a entrada e saída de dinheiro na sua conta, consideradas atípicas, nem mesmo com seu advogado, Paulo Klein. Depois de quatro cancelamentos, ele só deverá prestar depoimentos ao MP após se submeter a uma cirurgia e ser liberado pelos médicos.

Escorregou. Em entrevista ao SBT Brasil, Queiroz justificou que compra e revende carros. Mas nem toda a explicação virá desse tipo de negócio. A defesa considerou infeliz sua frase de que é um cara de negócio, que faz dinheiro.

Tudo meu. Nas conversas com a defesa, Queiroz garantiu que não repassou dinheiro para Jair Bolsonaro ou para seus filhos. Sobre os valores depositados em sua conta, ele tem dito que há explicação diferente para cada um deles.

Ninguém solta a mão… A mulher e filhos de Queiroz que trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro prestarão depoimento ao MP no dia 8 de janeiro. A família tem o mesmo advogado.

Mais um. Preterido para comandar a Anvisa, Rodrigo Dias deve compor o governo de João Doria em São Paulo. Ele está cotado para assumir uma estatal ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanos, que será comandada por seu primo, Alexandre Baldy.

A história ensina. Um líder partidário critica a opção do governo Jair Bolsonaro de só apoiar um candidato à Câmara no fim de janeiro. A última que fez isso foi Dilma Rousseff, que apoiou Arlindo Chinaglia em cima da hora. Resultado: Eduardo Cunha se elegeu e acabou aprovando o impeachment da petista

Direitos iguais. O PSL abriu mão da presidência da Câmara, mas está de olho em comissões grandes, como a CCJ e a de Orçamento. “Não queremos nada além do que os outros partidos grandes já tiveram. Estamos no jogo, e é para ganhar”, diz o líder do PSL, deputado Delegado Waldir.

SINAIS PARTICULARES — A SÉRIE

OS NOVOS MINISTROS

Marcos Pontes, Ciência e Tecnologia

Temer, o indeciso. O presidente Michel Temer voltou a repensar se irá mesmo editar o decreto do indulto natalino. Apesar ter sido convencido pelo parecer do defensor público em exercício, Jair Soares, a assinar a medida, interlocutores dizem que ele já não descarta recuar.

Com tempo. A novela do indulto deve se estender até o dia 31, segunda-feira. O presidente sinalizou que pode deixar para decidir sobre o assunto no último minuto do seu governo. Ele está indeciso quanto ao teor do documento.

CLICK. Depois de receber o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), João Doria reuniu-se com João Campos (PRB-GO), também candidato à presidência da Câmara.

Governador eleito de São Paulo, João Doria, e deputado João Campos (PRB-GO). Foto: Divulgação/Gabinete deputado João Campos.

Sem sobras. Do R$ 1,2 bilhão destinado pelo governo federal para a intervenção na segurança do Rio de Janeiro, 91,68% já foram empenhados. Entre hoje e amanhã, o restante também será programado para pagamento.

Herança. O dinheiro da intervenção foi usado para a compra de, por exemplo, 3,9 mil veículos de patrulhamento, 3 mil fuzis, 50 mil colchões para os presídios, 12 rastreadores veiculares e até um analisador genético de DNA para os trabalhos de perícia.

PRONTO, FALEI!

Heráclito Fortes. Foto: Dida Sampaio/Estadão

“O pente fino nos últimos atos do governo Temer será benéfico para o País. Espero que o presidente Bolsonaro cumpra a promessa. Será uma profilaxia.”, DO DEPUTADO FEDERAL, HERÁCLITO FORTES (DEM-PI).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

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