Curitiba sente baque da decisão do Supremo

Curitiba sente baque da decisão do Supremo

Coluna do Estadão

29 de agosto de 2019 | 05h00

A “república de Curitiba” sentiu o baque da decisão do STF no caso de Aldemir Bendine. Apesar de ter afirmado em nota confiar que o Supremo vai rever essa questão, em privado a cúpula da Lava Jato admite: os efeitos da decisão podem (e devem) ser estendidos para outras ações, entre elas a do “sítio de Atibaia”, responsável por uma das condenações de Lula. Em outro front, o ministro Sérgio Moro avaliou com interlocutores que a Segunda Turma impôs um claro limite à Lava Jato, mas, na visão dele, não destruirá todo o trabalho realizado.

Teor. Segundo um importante desembargador, para o caso de Bendine e outros da Lava Jato, vale a máxima comumente aplicada ao direito processual: “pas de nullité sans grief”. “Sem prejuízo, não há nulidade. Do contrário, como ocorreu, é mero apego à forma em detrimento do conteúdo.”

Buraquinho. Alberto Toron, o advogado de Bendine (ex-presidente da Petrobrás), conseguiu encontrar a fresta que tantos procuravam no paredão jurídico formado em torno da Lava Jato. Resta saber quantos escaparão pela fenda e o quanto ela será alargada.

CLICK. O governador do Rio, Wilson Witzel, aproveitou visita à Câmara para bater um papo com o deputado Hélio Negão (PSL-RJ), amigo de Jair Bolsonaro.

FOTO: JULIANA BRAGA/COLUNA DO ESTADÃO

Contenção. Jair Bolsonaro entrou em campo para brecar no Congresso o avanço da autonomia da Polícia Federal. Em café com a bancada do Rio, disse: “Vocês querem criar um novo Ministério Público? E se todo mundo quiser autonomia? Vocês vão dar?”.

Veja só. Para Bolsonaro, os deputados devem ter “responsabilidade”.

Missão dada. Um dos deputados respondeu ao presidente que não adiantava pedir para o projeto não avançar se o PSL descumprir a orientação e expuser os colegas nas redes sociais. O líder Major Vitor Hugo ouviu calado.

Bateu, levou. Ciro Gomes, no Festival de Cinema de Gramado, foi provocado por um fã de Bolsonaro. O presidenciável só perguntou: “Cadê o Queiroz?”.

SINAIS PARTICULARES
Ciro Gomes, candidato derrotado do PDT a presidente

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Ajuda. Paulo Skaf oferecerá jantar a executivos de grandes grupos europeus com negócios no Brasil. Entregará a eles material sobre a Amazônia. O presidente da Fiesp entende que há desinformação sobre o tema.

Pra… Governistas defendem que o Planalto encaminhe ao Senado a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada de Washington até a próxima semana. O motivo é dar prazo regimental suficiente para aprovar o filho do presidente a tempo da Assembleia da ONU, dia 24 de setembro.

…ontem. Jair Bolsonaro será o primeiro a discursar no evento em NYC. Governistas acham que a cada dia o Planalto perde força: hoje Eduardo perderia na Comissão de Relações Exteriores, mas ganha no plenário.

Com a palavra. O Ministério Público-DF (MPDFT) afirma não ter identificado entre assessorias e áreas que integram a Procuradoria-Geral de Justiça do DF qualquer processo em que conste pedido de busca e apreensão em endereço de embaixada, conforme informou ontem a Coluna.

Varredura. O MPDFT diz utilizar sistema de pesquisa integrada que reúne informações de diversos órgãos e permite a localização de endereços com segurança e pequena margem de erro.

PRONTO, FALEI!

Senador Major Olimpio (PSL-SP). FOTO: ROQUE DE SÁ/AG. SENADO

Major Olimpio, líder do PSL no Senado: “Partido nem existe direito e falam em prévias? Estão achando que é eleição nos Estados Unidos?”, sobre ala do PSL defender prévias para Prefeitura de SP.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM FAUSTO MACEDO E ELIANE CANTANHÊDE

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