Moro repudia áudios atribuídos a Arthur do Val sobre refugiadas; Podemos instaura processo disciplinar

Matheus Lara

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Repercutiu muito mal na cúpula do Podemos a divulgação de áudios atribuídos ao pré-candidato da sigla a governador de São Paulo e membro do MBL Arthur do Val sobre refugiadas ucranianas na Eslováquia. A preocupação, claro, é sobre como mais esta polêmica envolvendo um membro do MBL pode recair sobre a pré-candidatura de Sérgio Moro, a quem o grupo se aliou.

Em viagem à Europa para acompanhar o conflito e com o discurso de ajudar o lado atacado pela Rússia, o deputado teria enviado a amigos áudios dizendo que as ucranianas são “fáceis porque são pobres”.

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“Vou te dizer, são fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’, e é inacreditável a facilidade”, teria dito Arthur.

O Podemos repudiou os áudios e instaurou processo disciplinar para apurar o caso: “Gravíssimas e inaceitáveis são as declarações do deputado estadual Arthur do Val, que foram divulgadas na imprensa. Não se resumem ao completo desrespeito à mulher, seja ucraniana ou de qualquer outro País, mas de violações profundas relacionadas a questões humanitárias, em um momento em que esse povo enfrenta os horrores da guerra. O Podemos repudia com veemência as declarações e, com base nelas, instaura de imediato um procedimento disciplinar interno para apuração dos fatos.”

Sérgio Moro também se posicionou. “O tratamento dispensado às mulheres ucranianas refugiadas e às policiais do país é inaceitável em qualquer contexto. As declarações são incompatíveis com qualquer homem público. Jamais dividirei meu palanque e apoiarei pessoas quem têm esse tipo de opinião e comportamento. Espero que meu partido se manifeste brevemente diante da gravidade que a situação exige.”

O Podemos Mulher acusou o correligionário de “violação humanitária: “Vai muito além do desrespeito às mulheres de todas as nacionalidades. As mulheres ucranianas têm sido alvo de violência desmedida – são mães que se despedem de filhos, são mulheres guerreiras que defendem sua pátria ou se refugiam contra a vontade”.

“Só uma palavra: inacreditável”, disse o senador Alvaro Dias (PR) à Coluna, sobre os áudios. “Não creio que ele tenha dito isso. Espero posição rigorosa da executiva nacional do partido”.

Repercutiu muito mal na cúpula do Podemos a divulgação de áudios atribuídos ao pré-candidato da sigla a governador de São Paulo e membro do MBL Arthur do Val sobre refugiadas ucranianas na Eslováquia. A preocupação, claro, é sobre como mais esta polêmica envolvendo um membro do MBL pode recair sobre a pré-candidatura de Sérgio Moro, a quem o grupo se aliou.

Em viagem à Europa para acompanhar o conflito e com o discurso de ajudar o lado atacado pela Rússia, o deputado teria enviado a amigos áudios dizendo que as ucranianas são “fáceis porque são pobres”.

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“Vou te dizer, são fáceis, porque elas são pobres. E aqui minha carta do Instagram, cheia de inscritos, funciona demais. Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’, e é inacreditável a facilidade”, teria dito Arthur.

O Podemos repudiou os áudios e instaurou processo disciplinar para apurar o caso: “Gravíssimas e inaceitáveis são as declarações do deputado estadual Arthur do Val, que foram divulgadas na imprensa. Não se resumem ao completo desrespeito à mulher, seja ucraniana ou de qualquer outro País, mas de violações profundas relacionadas a questões humanitárias, em um momento em que esse povo enfrenta os horrores da guerra. O Podemos repudia com veemência as declarações e, com base nelas, instaura de imediato um procedimento disciplinar interno para apuração dos fatos.”

Sérgio Moro também se posicionou. “O tratamento dispensado às mulheres ucranianas refugiadas e às policiais do país é inaceitável em qualquer contexto. As declarações são incompatíveis com qualquer homem público. Jamais dividirei meu palanque e apoiarei pessoas quem têm esse tipo de opinião e comportamento. Espero que meu partido se manifeste brevemente diante da gravidade que a situação exige.”

O Podemos Mulher acusou o correligionário de “violação humanitária: “Vai muito além do desrespeito às mulheres de todas as nacionalidades. As mulheres ucranianas têm sido alvo de violência desmedida – são mães que se despedem de filhos, são mulheres guerreiras que defendem sua pátria ou se refugiam contra a vontade”.

“Só uma palavra: inacreditável”, disse o senador Alvaro Dias (PR) à Coluna, sobre os áudios. “Não creio que ele tenha dito isso. Espero posição rigorosa da executiva nacional do partido”.

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