Cúpula da reforma tributária na Câmara reage a governo: ‘cálculo é chutômetro’

Cúpula da reforma tributária na Câmara reage a governo: ‘cálculo é chutômetro’

Marianna Holanda e Juliana Braga

17 de julho de 2019 | 07h00

Foto: André Dusek/Estadão

A cúpula da reforma tributária na Câmara reagiu à tentativa do governo de colar na PEC do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) o selo de criadora do maior imposto do mundo. Para o presidente da Comissão Especial, Hildo Rocha (MDB-MA), “o cálculo (de que a alíquota chegaria a 30%) é chutômetro, para não dizer mentira”.

A iniciativa do governo de mandar uma proposta própria, a despeito da que já tramita na Casa, foi vista como uma tentativa de tentar conseguir protagonismo, principalmente depois de a Câmara se tornar a fiadora da reforma da Previdência.

“Para o governo, só vale o que é deles. Falar que proposta da Câmara vai criar o maior imposto do mundo é para criar um clima desfavorável na opinião pública”, continuou o presidente da Comissão.

Reportagem do Estado mostrou ontem que o governo estima que chegue a 30% o imposto da PEC do Baleia, que unificará 5 alíquotas. Não revelaram, contudo, os cálculos.

Segundo o autor do projeto, Baleia Rossi (MDB), a alíquota máxima seria de 25%, por ser a reposição de cinco impostos.

Até porque, a PEC elaborada pelo ex-secretário de Política Econômica, Bernard Appy, prevê um gatilho de dois anos de teste, para calibrar a alíquota.

“Falar em aumento de carga é desconhecimento do tema”, disse Baleia.

Rocha lembrou ainda que o secretário da Receita, Marcos Cintra, já tentou criar um imposto nos moldes da extinta CPMF, mas que o Presidente já rechaçou. Estão demorando para mandar o texto, provoca, porque estão tentando convencê-lo.

 

 

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