Crise venezuelana piora a situação de Roraima

Crise venezuelana piora a situação de Roraima

Coluna do Estadão

30 de julho de 2017 | 05h30

SINAIS PARTICULARES – TERESA SURITA
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

 

O agravamento da situação política na Venezuela tornou mais precária ainda a situação em Roraima. O aumento de venezuelanos em fuga ameaça de vez a capacidade local de receber tanta gente simultaneamente. A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, afirma que é visível “a chegada de mais pessoas a cada dia”. Já houve mais de dez missões do governo federal para avaliar a crise. Mas o problema é complexo e inclui escolas com 460 crianças venezuelanas matriculadas que não falam português e professores que não falam espanhol.

Sem registros. Nas unidades de saúde foram feitos mais de 8,7 mil atendimentos para venezuelanos. Só que a prefeita lembra que não recebe recursos por isso porque eles são refugiados e não têm CPF para serem identificados no SUS.

Caos. “Boa Vista está sofrendo muito com os efeitos da crise venezuelana”, diz Teresa Surita. “Está um verdadeiro caos”, completa.

Reviravolta. Depois de quase desaparecer do mapa político, integrantes do DEM admitem a surpresa com a recuperação que o partido teve.

Fênix. A ideia do partido, que vai mudar de nome para consolidar esse renascimento, é aproveitar a onda positiva para lançar candidato ao governo em metade dos Estados do País.

Vai pra lá… Dividido politicamente dentro do Congresso, o PSDB também tem mostrado posições divergentes nas sucessões regionais. Em Pernambuco, os tucanos ainda não bateram martelo sobre apoiar novamente o governador Paulo Câmara (PSB), como ocorreu na eleição de 2014.

…vem pra cá. Agora, o partido estuda se lança candidatura própria, tendo dois nomes competitivos, como o ministro das Cidades, Bruno Araújo, e o deputado Daniel Coelho.

Mudar para ficar igual. Numa movimentação suprapartidária, líderes do Congresso decidiram acelerar a discussão da reforma política. O problema é que há divergências sobre tudo e estão correndo contra o relógio para tratar do tema.

Meta. Em conversa com seus ministros e líderes, o presidente Michel Temer pediu que fosse feito um esforço para conseguir 300 votos contra a denúncia apresentada pela PGR.

Bálsamo. O presidente acha que um placar dilatado provocará efeito positivo e indicará que a base tem fôlego para retomar a reforma da Previdência.

Buraco sem fundo. O governo já espera pelo apetite de deputados da base pela liberação de recursos em troca dos votos necessários para enterrar a denúncia.

 

CLICK. Presidente em exercício do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) falou sobre os planos do partido para as eleições no encontro regional da legenda.

Foto: Facebook Tasso Jereissati

 

O que vem por aí. No Senado, a instalação da CPI do BNDES será feita e pode se tornar um novo campo de batalha entre governistas e oposição.

Pente fino. Aliados do Planalto querem aproveitar os trabalhos da comissão para checar com lupa a atuação do banco durante o governo petista.

Mais barulho. O Senado também abrirá a CPI dos maus tratos infantis. O jogo Baleia Azul deve entrar nessa investigação.

 

A SEMANA

TERÇA-FEIRA, 1

Congresso e Judiciário voltam ao trabalho depois do recesso

No Senado, deverá ser feita a instalação da CPI do BNDES. No Judiciário, as cortes superiores retomam sua pauta de julgamentos.

QUARTA-FEIRA, 2

Congresso pode votar denúncia contra Michel Temer

Com o governo menos fragilizado, a Câmara pode analisar a denúncia da PGR contra Temer por corrupção passiva.

 

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