Crise do Inep ameaça afetar repasses e coloca em risco segurança do Enem

Crise do Inep ameaça afetar repasses e coloca em risco segurança do Enem

Coluna do Estadão

11 de novembro de 2021 | 05h00

A realização do Enem é só a mais imediata das preocupações de referências da Educação diante da debandada de quase 40 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A crise põe em risco a cadeia de inteligência capaz de gerar dados para determinar repasse de recursos a Estados e municípios não só para a sala de aula, mas também em operações.

“Uma desestruturação como essa afeta o censo escolar, que verifica desde número de alunos até a evasão. Há impacto econômico, a distribuição do Fundeb é baseada nisso, por exemplo, os valores de transporte e fornecimento de merenda”, afirma Rossieli Soares, secretário da Educação de São Paulo.

Foto: Felipe Rau/Estadão

Perigo. Em relação ao Enem, um dos principais riscos está relacionado a um trauma da comunidade estudantil: o do vazamento de provas, já que um dos setores mais afetados pela debandada é o das Equipes de Incidentes e Resposta (Etir), responsável por acompanhar e apurar os imprevistos.

Perigo 2. “O que está em risco é a credibilidade do Inep, responsável por muitas coisas, não só o Enem”, diz Lucas Hoogerbrugge, da organização Todos pela Educação.

Secou. Vinculado ao PT, o Instituto Nordeste Cidadania (Inec) perderá a gestão na área urbana do Crediamigo, o bilionário programa de microcrédito do BNB. O presidente do banco, Anderson Possa, informou a Jair Bolsonaro que o contrato para administrar o Crediamigo na área rural será cortado tão logo termine a licitação em curso para a urbana.

Ao som da lira. O Brasil pegando fogo e o primeiro item da pauta do Supremo ontem, 10, buscava definir se cônjuge de servidor do Itamaraty tem direito a exercício provisório.

SINAIS PARTICULARES. Luiz Fux, presidente do STF. Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Aposta. “É mais fácil um brasileiro circular em Marte do que Geraldo Alckmin ser o vice de Lula”, diz o deputado estadual Campos Machado (Avante-SP), histórico aliado do ex-governador do Estado. Alckmin, no entanto, mantém silêncio absoluto sobre o assunto. O mistério permanece.

Movimento. Após participar da COP-26, a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), que reúne mais de 30 instituições como bancos públicos federais e cooperativos e agências de fomento do País, assinou um acordo com a ONU para acelerar financiamento projetos de desenvolvimento sustentável, articulando fundos estaduais e programas da organização global no Brasil.

Movimento 2. “A nova agenda de sustentabilidade, formada pela combinação da Agenda 2030, Agenda de Ação de Adis Abeba e do Acordo de Paris, cria a oportunidade de se repensar o papel e o foco das instituições financeiras”, disse a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks del Bo.

CLICK. Valdemar Costa Neto, presidente do PL (à dir.), esteve com Jair Bolsonaro no Planalto. Na conversa, definiram a data para filiação do presidente à sigla: 22 de novembro.

Recursos. O senador Fabiano Contarato levará nesta quinta à Comissão de Meio Ambiente do Senado duas emendas ao Orçamento de 2022 para ampliar recursos ao Ibama e ao ICMBio.

Recursos 2. A proposta de aumentar em nove vezes o caixa do ICMBio para controle de incêndios, passando para R$ 180 milhões, e de triplicar o orçamento do Ibama para conservação de florestas, passando para R$ 150 milhões, foi levada ao senador pela Raps e pelo Inesc.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MATHEUS LARA.

PRONTO, FALEI!

Flávio Dino (PSB), governador do Maranhão

“Duas coisas que são incompatíveis: dinheiro público e orçamento secreto. A transparência administrativa previne e reprime tanto a corrupção quanto a ineficiência.”

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