Cresce defesa para reforma política ser discutida em nova Constituinte

Cresce defesa para reforma política ser discutida em nova Constituinte

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Luiza Pollo

13 de abril de 2017 | 05h30

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Uma rota de saída para os políticos implicados na Operação Lava Jato começa a ser costurada em Brasília. Passa pela convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para tratar da reforma política. O presidente do Sebrae, Afif Domingos, do PSD, tem procurado políticos e empresários para tentar viabilizar a proposta que exclui o atual Congresso, contaminado pelo petrolão, das discussões. Os partidos políticos indicariam os candidatos à constituinte, que seriam eleitos pelo povo.

Só poderiam disputar as vagas pessoas sem mandato, que teriam seis meses para aprovar as mudanças da lei eleitoral.

Os constituintes ficariam proibidos de disputar o pleito de 2018, trabalhariam nos finais de semana e não seriam remunerados.

O limite para mudar as regras da próxima eleição é 1.º de outubro deste ano, mas a ideia é incluir na emenda que viabilizar a constituinte uma ampliação desse prazo para que a reforma possa ser votada até seis meses antes do pleito de 2018.

“O atual Congresso perdeu a legitimidade para discutir essa matéria”, justifica Afif.

O ex-presidente da OAB Reginaldo de Castro criou um grupo de advogados notáveis para participar do debate e “mostrar ao País a necessidade de nova Constituinte”.

A ideia da Constituinte pode ganhar força porque a reforma política em discussão na Câmara empacou. O relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) não agradou.

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