CPMI quer explicações do BNDES sobre as operações feitas com a JBS

CPMI quer explicações do BNDES sobre as operações feitas com a JBS

Coluna do Estadão

03 de outubro de 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

 

A CPMI da JBS ouve hoje o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho sobre operações do banco com a empresa de Joesley Batista. O vice-presidente da CPMI, senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), quer que Coutinho explique por que o BNDES comprou R$ 1,13 bilhão em ações da JBS, em 2007. O dinheiro foi usado para comprar a Swift. Caiado também vai cobrar explicações de Coutinho sobre a operação de R$ 3,5 bilhões, em debêntures conversíveis, para que a JBS adquirisse a Pilgrim’s Pride. O BNDES chegou a ter 35% das ações da JBS.

Com a palavra. Segundo o BNDES, o apoio dado à JBS teve como base uma política de governo “que estabeleceu setores estratégicos a serem apoiados, como o agronegócio, em que a JBS se insere”.

Se armando. A CPMI da JBS vai comprar um software de Business Intelligence que vai possibilitar o cruzamento dos milhares de dados que receberá e facilitar a investigação, pois permite buscas por palavras.

Problema. Apesar de o PSDB ter apresentado mandado de segurança para anular a decisão do Supremo, está cada vez maior o constrangimento dentro da legenda com a situação do senador Aécio Neves.

Fatura alta. Os tucanos acham que estão pagando a conta do desgaste político do senador pelo seu envolvimento no escândalo da JBS. E reclamam que ele também não facilita as coisas para o partido.

SINAIS PARTICULARES – AÉCIO NEVES
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Vai que. Tucanos ainda tentam convencer Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) a desistir de relatar a segunda denúncia contra Temer. Mas desconfiam que estão apenas perdendo tempo.

Paisagem. Depois de passarem o domingo comemorando a pesquisa do Datafolha que aponta a liderança de Lula na corrida presidencial, os petistas fizeram quase voto de silêncio sobre a pesquisa seguinte, que mostra que a maioria dos entrevistados quer vê-lo preso.

Passa depois. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tentou sem sucesso conversar com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, sobre conjuntura política de 2018.

De trem. Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não se manifestaram sobre a decisão do ex-procurador Rodrigo Janot de rescindir suas delações. Eles não foram intimados apesar de a notificação ter saído do STF no dia 20 de setembro.

Luz vermelha. As mudanças no comando do TSE em meio às eleições de 2018 preocupam políticos. Luiz Fux assume a presidência da Corte de fevereiro a agosto, quando passa o bastão para Rosa Weber e Luís Roberto Barroso como vice.

Fogo. Os três são apontados por senadores como responsáveis pela instabilidade e a crise institucional criadas com o Congresso. Eles votaram pelo afastamento de Aécio Neves.

Unidos. Rosa Weber costuma decidir em sintonia com Barroso no STF.

Ele fica. Apesar da pressão do PR, o governo não vai desistir de leiloar Congonhas. No dia 5 deve ser aberta a temporada para que empresas manifestem interesse pelo terminal.

Sumiu. A equipe da procuradora-geral Raquel Dodge não encontrou vários arquivos em computadores que deveria ter herdado da gestão de Rodrigo Janot.

CLICK. O ministro Antonio Imbassahy (PSDB-BA), articulador político do governo, foi à cerimônia das Águas de Oxalá no terreiro da Mãe Menininha do Gantois.

Foto: Coluna do Estadão

 

PRONTO, FALEI!

“Estou do outro lado, do lado dos carecas, contra esse radicalismo todo”, DO DEPUTADO IZALCI LUCAS (PSDB-DF) sobre a queixa dos cabeças-pretas por Bonifácio Andrada relatar denúncia contra Temer.

 

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