Contratação da Consist foi imposta pelo Ministério do Planejamento, diz entidade

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Fabio Serapião

23 de junho de 2016 | 14h43

Alvo principal da Custo Brasil, a Consist Software Limitada também atuou na relação das entidades representativas de funcionários públicos federais. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Kléber Cabral, a empresa foi a única empresa habilitada pelo Ministério do Planejamento para gerir a margem consignável dos servidores – valor do contracheque dos funcionários públicos que deve ser destinados às entidades de classe -.

De acordo com o presidente da Unafisco, o Ministério Planejamento habilitou apenas a Consist e, dessa forma, obrigou todas a entidades a selarem um acordo com a empresa. “Não sabíamos que tinha toda essa história por trás da Consist, mas o fato é que o custo dessa empresa era acima do que pagamos atualmente”.

Segundo Cabral, após a fase Pixuleco II da Lava Jato, que expôs a relação da Consist com o ex-ministro Paulo Bernardo, o Planejamento indicou que a contrato deveria ser transferido da empresa para o Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados.

“Nós pagávamos R$10 mil mensais para a Consist, após a mudança passamos a pagar cerca de R$ 1 mil para o Serpro. Vamos entrar com pedido de indenização, porque as vítimas foram as associações”, afirmou Cabral.

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