Contra Temer, Renan quer lançar outro nome do MDB ao Planalto

Contra Temer, Renan quer lançar outro nome do MDB ao Planalto

Coluna do Estadão

27 de abril de 2018 | 05h30

Foto: Ed Ferreira/Estadão

Liderado pelo ex-presidente do Congresso Renan Calheiros (MDB-AL), um grupo de senadores emedebistas de seis Estados articula o lançamento de um nome alternativo do partido à Presidência da República. O alagoano tem apoio de colegas de Pernambuco, Sergipe, Santa Catarina, Paraná e Goiás, que rejeitam escolher entre o presidente Michel Temer e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles para o Planalto. Pelos cálculos de Renan, em um cenário otimista e sem alinhar-se a Temer, a sigla que conta com 19 senadores só terá chance de eleger sete.

Sem chance. “O nome de Michel Temer para a reeleição ao Planalto rebaixa as candidaturas estaduais do MDB”, criticou Renan, que vem fazendo oposição ao governo Temer desde abril do ano passado.

Por outro lado… Próximo de Temer, o deputado Beto Mansur (MDB-SP) aconselhou o presidente a se dedicar à pré-campanha ao Planalto entre as quintas e os sábados até a convenção nacional do MDB. Sugeriu que ele se movimente mesmo que não seja candidato.

Escolhe. Temer mandou recado a tucanos de que o PSDB não terá apoio simultâneo do MDB nas candidaturas ao Planalto e ao governo de São Paulo. Será uma ou a outra. Aliás, decidiu lançar Paulo Skaf ao Palácio dos Bandeirantes no dia 5 de maio, em Jaguariúna (SP).

Mexa-se. Antes de ser preso, o ex-presidente Lula aconselhou o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, a definir o mais cedo possível a candidatura da ex-presidente Dilma ao Senado para aproveitar a aprovação dela no Estado.

Via alternativa. Diante de um empate entre Pimentel e Antônio Anastasia(PSDB) para o governo de Minas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tenta construir uma chapa com Rodrigo Pacheco (DEM), Márcio Lacerda (PSB) e Dinis Pinheiro (SD) para o Liberdade.

Luz no túnel. Parte da bancada mineira não acredita que o pedido de impeachment de Pimentel, aceito pelo presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Adalclever Lopes (MDB), vá inibir uma aliança entre MDB e PT. Acreditam que a medida vai pressionar pela união das duas siglas.

A esperança… A embaixadora da Áustria no Brasil, Irene Giner-Reichl, esteve em Boa Vista para “expressar solidariedade” à governadora Suely Campos. A visita gerou expectativas ao governo local, já que a Áustria recebeu grande fluxo de imigrantes e requerentes de asilo da Síria em 2015.

SINAIS PARTICULARES. Suely Campos, governadora de Roraima; por Kleber Sales

Esquece. A ministra Grace Mendonça, da Advocacia-Geral da União, pediu que Rosa Weber (Supremo) rejeite a ação de Roraima de fechar temporariamente a fronteira com a Venezuela. Temer já tinha declarado pedido “incogitável”.

CLICK. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, retomou seu lugar no plenário da Casa por alguns minutos enquanto Eunício Oliveira concluía a sessão do Congresso.

Risco. Com 61 deputados, as bancadas do PRB e do PR na Câmara são contra o projeto que cria o cadastro positivo de consumidores. Temem que os dados cadastrais sejam repassados a entidades não bancárias como SPC e Serasa.

Lição de casa. A Fundação Ulysses Guimarães, do MDB, elaborou 27 cadernos com relatórios de realizações do governo federal nos Estados. Cada presidente de diretório estadual recebeu um. A brochura, ainda inacabada, servirá para que emedebistas defendam o legado de Temer.

PRONTO, FALEI!

“A delação do Palocci tem dois objetivos: o recurso do preso para sair da prisão e a tentativa da polícia de criar um clima para evitar a candidatura do Lula”, DO DEPUTADO FEDERAL PAULO TEIXEIRA (PT-SP)

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA.

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