Consórcio Brasil Verde põe efeitos das chuvas no foco da busca por recursos

Consórcio Brasil Verde põe efeitos das chuvas no foco da busca por recursos

Camila Turtelli e Matheus Lara

01 de março de 2022 | 05h00

Número de mortos em decorrência das chuvas de fevereiro só em Petrópolis (RJ) é de pelo menos 223. Foto: Wilton Junior/Estadão

As fortes chuvas que afetaram Estados brasileiros nos últimos meses e que já causaram mais de 320 mortes entre outubro e fevereiro subiram para o topo da lista de preocupações de governadores do consórcio Brasil Verde. O grupo discute acelerar a busca por recursos, no País e no exterior, para tentar mitigar danos imediatos e investir em obras de adaptação da infraestrutura de cidades em regiões de risco. Também passou a ser uma meta nas conversas do consórcio que as unidades federativas criem ou atualizem seus planos estaduais sobre mudanças climáticas levando em conta o problema das chuvas: ou seja, que procurem formas de abrir mais espaço no orçamento para este tipo de problema.

PREPARAÇÃO. “O consórcio pode e deve atuar na estruturação dos planos estaduais para que a questão das chuvas seja considerada. É preciso ter recursos”, disse o governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB), que encabeça o consórcio Brasil Verde.

RESPOSTA. Casagrande critica a ausência de um fundo nacional de Defesa Civil capaz de responder, financeiramente e com agilidade, demandas emergenciais como os danos causados por fortes chuvas e enchentes. “Sempre que tem um problema, o governo precisa buscar recursos de outras fontes”, disse.

TRAJETO. Criado como uma reação dos Estados à política ambiental do governo de Jair Bolsonaro, o consórcio deve ter sua formalização definida em março, quando Estados apresentam às assembleias seus projetos de adesão.

APURE-SE. A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar suposto esquema de pirâmide e falsa comercialização de criptomoedas pela empresa MSK Operações. A apuração teve início a partir de denúncia do Procon-SP, que recebeu reclamações de mais de 500 consumidores, a maior parte deles neste mês.

APURE-SE 2. O Procon chegou a firmar acordo com a MSK em janeiro, estabelecendo que a empresa reembolsaria consumidores no valor integral investido e reforçaria seus canais de atendimento. A empresa não respondeu aos questionamentos da Coluna.

CLICK. Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato

Pré-candidatos têm marcado presença em atos da comunidade ucraniana em Curitiba. Ontem, foi a vez de Deltan, que tentará vaga na Câmara pelo Podemos.

AUDIÊNCIA. A Assembleia de Minas Gerais vai questionar o governo do Estado sobre uma suposta ameaça de despejo pela PM, sem mandado judicial, contra uma comunidade quilombola em Januária. De acordo com o Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), famílias da comunidade Croatá têm sido perseguidas após fugirem de enchente do São Francisco. A Comissão de Direitos Humanos da ALMG discute providências em audiência pública esta semana.

NO RIO. O ex-deputado Eduardo Cunha falou sobre tuítes recentes em que cita o possível apoio de Eduardo Paes a Lula e Rodrigo Neves. “Explorei a contradição dele de criticar quem foi preso, mas querendo apoiar quem também foi preso”, disse.

FANTASIA… A ministra da Agricultura Tereza Cristina segue atuando como a equilibrista do governo Jair Bolsonaro.

…DE CARNAVAL. Enquanto ainda define seu futuro político para as disputas deste ano, Tereza Cristina tenta se manter como unanimidade entre as alas bolsonarista e pragmáticas do agronegócio, diferentemente do presidente. Ela agora tenta se equilibrar para lidar com a questão dos fertilizantes em meio aos ataques da Rússia à Ucrânia.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Tereza Cristina, ministra da Agricultura

PRONTO, FALEI! Elena Landau, economista

“Os erros (da política econômica do PT) começaram com Lula, Não adianta jogar Dilma para debaixo do ônibus. Ela não foi escolhida por ele duas vezes por acaso”

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