Consórcio Brasil Verde ganha corpo e contribuição financeira é entrave final a ser vencido

Consórcio Brasil Verde ganha corpo e contribuição financeira é entrave final a ser vencido

Alberto Bombig e Matheus Lara

17 de outubro de 2021 | 05h00

Entre os parafusos que faltam ser apertados na construção do Consórcio Brasil Verde, união de governadores para tentar compensar a falta de norte da política ambiental de Jair Bolsonaro, está a definição do valor de contribuição anual dos Estados: a proposta sobre a mesa é o repasse de R$ 500 mil por ano para cada participante. Não há, porém, consenso, afinal, as realidades financeiras são distintas.

Técnicos de secretarias do Meio Ambiente e da Fazenda estaduais foram acionados para apresentar, ainda nesta semana, uma proposta de associar o valor da contribuição à receita corrente líquida dos Estados, como acontece no Consórcio Nordeste, apontado como exemplo a ser adotado.

Estamos… Até agora, 21 governadores já sinalizaram a intenção de participar do Consórcio Brasil Verde. Renato Casagrande (PSB-ES) foi escolhido o primeiro presidente do grupo. O mandato será de um ano, renovável por mais um.

…dentro. Cada bioma brasileiro terá um “coordenador” na estrutura do novo consórcio, um governador destacado para priorizar temas correspondente a sua região: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa.

Na real. Governadores apresentarão o consórcio na COP-26 em Glasgow (Escócia). “Levaremos a decisão dos Estados de contribuirmos com o Brasil na busca pelas metas climáticas e, naturalmente, não temos como tapar o sol com a peneira. Não poderemos esconder queimadas e desmatamentos” diz Casagrande.

O governador Renato Casagrande (PSB-ES). Foto: Divulgação/Governo ES

Carapuça. A despeito do alto grau de ressentimento embutido nas críticas de Ciro Gomes a Lula, é inegável que o conteúdo delas demonstra a impossibilidade de o PT apagar seu histórico político recente, a ponto de o próprio ex-presidente ter sido obrigado a descer do salto alto e vestir a carapuça.

Carapuça 2. Por mais que Lula queira levar a discussão para o tema da desigualdade social e transformar a eleição em plebiscito entre democracia e autoritarismo, ficou evidente que bastará um dos candidatos alheios à polarização pronunciar corrupção, desmando e condução da economia para ele sair da zona de conforto.

SINAIS PARTICULARES. Ciro Gomes, presidenciável do PDT. Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Ainda no jogo. E não é que Rodrigo Pacheco (DEM-MG) conseguiu manter protagonismo mesmo com o Senado tomado pela CPI da Covid? O presidente da Casa segue no jogo como presidenciável.

Gato… Paulo Guedes não goza mais do respeito que os colegas e demais funcionários do Planalto mantinham em relação a ele. O titular da Economia é visto como mais um dos ministros de Jair Bolsonaro.

…pardo. Guedes tem se segurado fazendo o mesmo que seus colegas: inflexões ao radicalismo e vista grossa à gestão da pandemia. Ah, ele também é mais um a aceitar o descontrole orçamentário em nome da reeleição, com a diferença de que tem a chave a do cofre.

CLICK. Secretária executiva do Desenvolvimento Econômico de SP, Marina Bragante discursou em Barretos, no lançamento de mutirão de emprego: “Acho que passei o recado”.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MATHEUS LARA

PRONTO, FALEI!

Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo

“A polarização política que estamos vivendo empobrece o debate programático sobre o futuro do nosso País. Precisamos, como nunca, de outras vozes”

Foto: Vitor Jubini/Estadão

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