Congresso vai evitar temas polêmicos durante a eleição

Congresso vai evitar temas polêmicos durante a eleição

Coluna do Estadão

02 Agosto 2018 | 05h30

Foto: Reynaldo Stavale

Para evitar qualquer prejuízo às suas campanhas eleitorais, o Congresso Nacional não vai votar temas polêmicos na volta do recesso. Oficialmente, as férias dos deputados e senadores se encerraram na quarta-feira, 1.º, mas até o fim das eleições o ritmo será quase o mesmo que o do recesso. Os comandos das duas Casas Legislativas vão colocar na pauta apenas temas de consenso, que não exigem quórum qualificado em Brasília. A estratégia evita que os parlamentares se exponham nesse período, colocando em risco a chance de se reelegerem.

Quase parando. Na Câmara, a previsão é concluir a análise do Cadastro Positivo e apreciar 17 MPs. No Senado, a pauta deve se resumir à indicação de autoridades. As votações vão ocorrer em dois dias da semana.

Por favor… O PROS tentou ficar com a vaga de vice do presidenciável Alvaro Dias (Podemos). Poucos minutos antes de o candidato fechar com o PSC, a sigla pediu que aguardassem.

Pare agora! Dirigentes do PSC assistiram à cena atônitos e exigiram uma decisão imediata do Podemos. Eles já tinham pronto o documento em que Paulo Rabello de Casto mudava de candidato para vice.

Há vagas. A opção do Podemos pelo PSC pode jogar o PROS nos braços do PT. Um petista resume: “O PT quer do PSB a neutralidade, do PCdoB, a vice, e do PROS a parceria de vida. Até agora o partido só levou a neutralidade”.

Tudo definido. A cédula de votação da convenção nacional do MDB hoje terá duas opções: uma com o nome do pré-candidato Henrique Meirelles e a outra “sem candidato”.

Tiro, porrada e bomba. A alta cúpula do MDB passou o dia ontem tentando demover o senador Renan Calheiros (AL) de discursar contra a candidatura própria. Não obteve sucesso.

Vai esquentar. Renan avisa que o discurso está pronto: “O MDB precisa escolher entre ter um candidato com ridículo 0,5% de votos ou continuar a ser um partido com muitos governadores, senadores e deputados federais eleitos”. Meirelles diz que não vai rebater.

SINAIS PARTICULARES: Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB ao Planalto; por Kleber Sales

Conta e risco. A AGU já avisou ao TCU que não aguardará autorização prévia do tribunal para selar a leniência da Andrade Gutierrez. A da SBM Offshore, que esperou a chancela do órgão, levou mais de três anos para ser concluída.

Reforço. O Instituto Anjos da Liberdade, que defende presos como Fernandinho Beira-Mar, pediu ao Supremo que delações só sejam validadas se o colaborador tiver passado no máximo 15 dias preso. Mais do que isso, dizem, a prisão é usada como tortura para estimular o acordo.

CLICK. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, usou carro oficial do Senado (o primeiro à esquerda) para ir à reunião política no PSB, terça. Ontem, PT e PSB fecharam acordo eleitoral. A assessoria da petista diz ter respeitado normas de uso do veículo.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Consolação. Gleisi Hoffmann ofereceu a Marília Arraes (PE) papel de destaque na coordenação da campanha de Lula ao Planalto, vaga na disputa para deputado federal por Pernambuco e sinalizou com a chance de concorrer à prefeitura em 2020. Não agradou.

Porta giratória. O PT deflagrou um movimento para trocar o advogado Eugênio Aragão da defesa de Lula na área eleitoral. O advogado Fernando Neisser deve entrar na causa ao lado de Luiz Fernando Pereira. Procurado pela Coluna, Aragão negou a troca.

Largada. O PPS vai sugerir a Geraldo Alckmin que inclua entre as suas propostas as reformas tributária e administrativa. O partido defende que ele discuta a extinção de estatais “irrelevantes” e que só “servem de cabides de emprego”.

COM A PALAVRA! 

Ministro Luís Roberto Barroso Foto: André Dusek/Estadão

“O Ministro Toffoli foi reconhecido como um excelente gestor na AGU e no TSE, e seu gabinete é considerado um dos mais eficientes do Supremo. Tenho confiança que ele será capaz de aprimorar a governança do Tribunal, fazendo história com isso”, DO MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO, sobre o ministro Dias Toffoli, que irá assumir o comando do Supremo.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA 

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