Congresso vai deixar refugiados sem dinheiro

Congresso vai deixar refugiados sem dinheiro

Coluna do Estadão

05 Julho 2018 | 05h30

Venezuelanos em acampamento em Boa Vista. Foto: Prefeitura de Boa Vista

No momento em que o Brasil enfrenta o impacto da crise humanitária na Venezuela, com a entrada de 50 mil refugiados do país vizinho, metade deles vivendo em Boa Vista, o governo Temer vai deixar caducar a medida provisória que libera recursos para o atendimento dos que cruzaram a fronteira. A MP destina R$ 190 milhões para alimentação e assistência de saúde nos abrigos. Até o momento, foram empenhados R$ 92 milhões. Os outros R$ 98 milhões serão perdidos. A MP não será votada no Congresso até segunda, quando o prazo expira.

Prioridade. O ministro Carlos Marun, da articulação política, diz que “não foi cochilo do governo, mas carga elevada de trabalho” e que o Planalto vai “procurar uma outra forma de atender os refugiados”.

Drama. “Quem dita a pauta do Congresso é o governo. Se houvesse qualquer interesse do presidente Temer, essa MP já teria se convertido em lei”, rebate a governadora de Roraima, Suely Campos (PP).

Postergou. A reunião da executiva do DEM ontem consolidou o entendimento de que é melhor esperar para decidir quem apoiar na eleição presidencial. É tida como improvável qualquer definição antes do dia 20. Há divisão entre Ciro Gomes e Geraldo Alckmin.

Vip. Apesar de o PT ter decidido destinar de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões para os candidatos do partido ao Senado, a ex-presidente Dilma Rousseff terá um tratamento especial. Para não vê-la derrotada nas urnas em Minas, a agremiação reservará para ela mais recursos do que para os demais.

No seu quadrado. O PDT já definiu o papel que cada partido terá caso se consolide uma aliança em torno de Ciro Gomes. O PSB vai influenciar no campo mais ideológico; DEM, PP e Solidariedade ajudarão a fortalecer o governo com o empresariado e a manter um bloco com poder na Câmara.

Bate-pronto. O presidente do PDT, Carlos Lupi, conversava com uma antiga servidora na Câmara quando ouviu críticas sobre o “temperamento” do presidenciável Ciro Gomes. “Você quer um marido ou um presidente?”, perguntou. Ele garante que virou o voto dela.

Reescrevendo… A Câmara trocou o perfil do ex-deputado Eduardo Cunha na galeria de ex-presidentes da Casa. Após a Coluna revelar que ele era apresentado como “parlamentar de merecida credibilidade”, num texto sem menção à sua cassação, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) pediu à Mesa Diretora a alteração.

…a história. O perfil de Cunha agora traz apenas informações sobre as atividades que exerceu e incluiu a perda de mandato. Mas continua sem acrescentar que o ex-deputado foi preso pela Operação Lava Jato.

CLICK. Opositores na tribuna do Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ) e Magno Malta (PR-ES), possível vice de Bolsonaro, são só abraços longe dos microfones.

Eu avisei. Cesar Maia foi um dos primeiros a levantar suspeitas sobre o ex-ministro Antonio Palocci, mais novo delator da Lava Jato. Em 2005, Maia era prefeito do Rio quando acusou em seu blog o então ministro da Fazenda de Lula de mentir sobre suas relações com a empresa de coleta de lixo Leão&Leão.

Desandou. O infortúnio de Palocci é lamentado por congressistas mais antigos. A queda do ex-petista no primeiro governo Dilma é considerada no meio político como o motivo para a derrocada da gestão dela.

SINAIS PARTICULARES. Cesar Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro; por Kleber Sales

PRONTO, FALEI!

Márcio França. Foto Foto: Flavio Corvello/Futura Press/Estadão

“Em festa de tucano, a pomba não pia”, DO GOVERNADOR MÁRCIO FRANÇA E PRÉ-CANDIDATO À REELEIÇÃO, sobre as dificuldades eleitorais do aliado Geraldo Alckmin (PSDB) de crescer nas pesquisas em São Paulo.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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