Congresso cobra opção ao fim do toma lá, da cá

Congresso cobra opção ao fim do toma lá, da cá

Coluna do Estadão

14 de janeiro de 2019 | 05h00

FOTO DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Políticos que conversaram com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a reforma da Previdência narraram à Coluna tê-lo avisado de que o governo só terá sucesso nessa empreitada se encontrar um caminho para dialogar com o Congresso. Uma vez que a promessa de Bolsonaro é abandonar o toma lá, dá cá, que consiste na troca de voto por cargos e liberação de emendas, qual será o modelo de negociação do governo com congressistas? Um senador que esteve com Guedes resume: Até se descobrir o novo caminho, todo mundo ficará de braços cruzados.

De fora para dentro. Um dos caminhos do governo para não ficar refém do Congresso é buscar apoio popular. A ideia é aproveitar a notoriedade do presidente nas redes sociais para convencer os eleitores a cobrarem dos congressistas a votação de propostas.

Para ontem. Antes mesmo de enviar o texto ao Congresso, o governo fará campanha publicitária pedindo apoio à reforma da Previdência. Esta semana, a Secom inicia uma força-tarefa nas redes para proteger o presidente Jair Bolsonaro de ataques ao assinar o decreto que flexibiliza a posse de armas no País.

Mais… O deputado Alberto Fraga, relator de projeto que muda o Estatuto do Desarmamento na Câmara, é contra conceder direito a moradores de municípios com mais de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes.

…burocracia. Segundo ele, apesar de a maior parte das cidades terem taxas superiores a essa, a regra pode virar um entrave no futuro, se os índices diminuírem.

Chumbo… Aliados do senador Renan Calheiros preparam o troco para Deltan Dallagnol, que faz campanhas contra a candidatura do emedebista à presidência do Senado.

…trocado. Querem levantar a bandeira de que  investigados em sindicância ou processo disciplinar não podem se candidatar a cargos do MPF. Deltan sonha em ser o próximo PGR.

SINAIS PARTICULARES. Renan Calheiros, senador (MDB-AL), por Kleber Sales

No rastro. A PF já trabalhava com a hipótese de Cesare Battisti estar na Bolívia. Como revelou a Coluna, foi enviado questionamento para saber se ele estaria escondido na embaixada.

É pegar… Largando como favorito em 2017, Rodrigo Maia contabilizava apoio de 350 deputados e obteve 293 votos, reelegendo-se presidente da Câmara no 1.º turno. Este ano, concorrerá com pelo menos sete adversários, alguns capazes de roubar votos da sua base.

…ou largar. Líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi diz que a legenda não tem mais espaço no bloco de Maia. Ex-aliados insatisfeitos com o demista apostam na disputa pulverizada para enfraquecê-lo e calculam um número maior de traidores nesta eleição.

CLICK. O ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) decidiu ontem enviar engenheiros ao Ceará para avaliar a situação de pontes e viadutos alvos de vandalismos.

Martelo batido. Na briga pelo controle da Agência de Transporte do Estado de SP (Artesp), prevaleceu o secretário Rodrigo Garcia sobre Milton Leite. A Artesp, que estava sob o guarda-chuva da secretaria de transportes, voltou para a de governo.

Mapa da mina. No Ministério da Cidadania, descobrir o arranjo orçamentário para encaixar o 13.º do Bolsa Família é uma das prioridades para os 100 dias do governo. A secretaria responsável pelo benefício está sob o comando do ex-deputado Lelo Coimbra.

BOMBOU NAS REDES!

O juiz Marcelo Bretas

“Não há local ou autoridade que sirva para a proteção de criminosos. O Poder Público sempre será maior que a força paralela de Orcrims”, DO JUIZ DA LAVA JATO NO RIO DE JANEIRO, MARCELO BRETAS, sobre Cesare Battisti.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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