Como bombeiro, Caiado diz que Estados vão falir

Como bombeiro, Caiado diz que Estados vão falir

Coluna do Estadão

29 de março de 2019 | 05h00

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Entre os argumentos usados para convencer Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia a serenar os ânimos, está a situação calamitosa dos Estados. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), foi escalado para falar com o presidente e passou mais de uma hora no Planalto dizendo que, se a chama continuasse ardendo, a reforma da Previdência subiria no telhado. Sem ela, a falência completa dos Estados estará decretada. Bolsonaro ouviu e indicou a vontade de intensificar o diálogo com os partidos e com o povo: quer viajar pelo País com uma agenda positiva.

Dando um tempo. Entre Maia e Jair Bolsonaro, pelo menos por ora, ficou acertado que o namoro está desfeito. Mas que eles não precisam se atacar em público.

Auxílio luxuoso. Antes de falar com Bolsonaro, Caiado conversou com Maia, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente do DEM, ACM Neto, prefeito de Salvador.

De carne e osso. O itinerário de viagens de Bolsonaro pelo País ainda está sendo desenhado. A ideia é se reconectar com eleitores, mas fora das redes sociais.

Filosofou. “Democracia não é paz de cemitério, não tem jeito. Mas, quando se interage e passa a ter resultados positivos, todo mundo acredita”, diz Caiado.

Força-tarefa. Outros bombeiros ajudaram a apagar as chamas. Joice Hasselmann e o ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, que conversou com o presidente fora da agenda.

Falou grosso. O pito dado no PSL pelo presidente do partido, Luciano Bivar, na reunião de ontem foi consequência direta da fala de Paulo Guedes, na véspera, sobre um “tiro nas costas”. Serviu a carapuça.

Alto… Delegado Waldir continua como líder do PSL, pelo menos até a próxima crise, mas teve poderes esvaziados. Só vai falar quando houver consenso e dividirá o microfone com os 14 vice-líderes.

…lá. A divisão de holofotes no PSL garante espaço aos deputados que querem protagonismo, como Coronel Tadeu (SP), e ajuda a diluir as opiniões de Waldir. A ideia é um rodízio a cada três meses nos cargos.

SINAIS PARTICULARES
Carla Zambelli,
deputada federal (PSL-SP)

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Ruído. A manutenção da relatoria da Previdência na CCJ com o PSL pegou de surpresa o Novo, que, até o último segundo, contava em ser escolhido para a missão. Diferentemente do partido de Bolsonaro, o Novo vem defendendo com a cara e a coragem a reforma.

Nada funciona. O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) identificou mais uma vítima da paralisia no MEC: a construção de 1,7 mil creches. Presidente da Comissão de Fiscalização e Transparência, começará por elas um ciclo de audiências sobre obras paradas no País.

CLICK. O Comando Militar do Sudeste fez um vídeo da “comemoração” de 1964 com imagens de outros “fatos históricos”. Para evitar polêmica, não foi parar nas redes.

FOTO: COMANDO MILITAR DO SUDESTE

Como… Relator do grupo de trabalho que analisa o pacote de Sérgio Moro na Câmara, Capitão Augusto (PR-SP) disse que a prisão após segunda instância pode ficar de fora das propostas finais. Isso não foi discutido pelo colegiado.

… assim?. O capitão não teria sequer participado das reuniões do grupo.

Brasa. A deputada Carla Zambelli disse que “esquerda” critica Moro pelo projeto de reduzir impostos de cigarros. Um dos primeiros a se manifestar contra foi o senador tucano José Serra.

BOMBOU NAS REDES!

Talíria Petrone. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Talíria Petrone, deputada federal (PSOL-RJ): “Se hoje a gente pode discordar do governo, é porque muitas pessoas lutaram por esse nosso direito”, sobre o aniversário da ditadura, com a #CensuraNuncaMais

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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