Comediante no Alvorada desagrada até quem apoia agenda econômica de Bolsonaro

Comediante no Alvorada desagrada até quem apoia agenda econômica de Bolsonaro

Coluna do Estadão

05 de março de 2020 | 05h00

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Até entre parcela do mercado e do setor produtivo assumidamente simpática a Jair Bolsonaro a ideia de colocar o comediante Márvio Lúcio, o Carioca, para comentar o PIB de 2019 gerou mal-estar. “Achei péssimo. É falta de respeito com o cargo, é o tipo de coisa que só atrapalha, não agrega nada”, disse Gabriel Kanner, presidente do Brasil 200. O grupo não pode ser acusado de torcer contra Bolsonaro, pelo contrário: o movimento, formado por empresários, deve, inclusive, participar das manifestações pró-presidente convocadas para o dia 15.

Muda aí. Kanner, porém, espera que as pautas dos atos sejam “propositivas” e pela continuidade das reformas necessárias ao País.

Liberados. Depois de publicada a Coluna, o Brasil 200 procurou a reportagem para afirmar que, como instituição, não apoiará os protestos, mas que seus empresários estão liberados para participar da forma como acharem melhor.

Será? Governistas dizem que Bolsonaro não sabia que bananas seriam distribuídas por Carioca aos jornalistas. Se tivesse conhecimento, teria vetado a “brincadeira” do humorista.

Amarrada. A postura do presidente Bolsonaro em relação ao desempenho do PIB de 2019 reforça a impressão entre empresários e investidores de que agenda do País permanece capturada pela Lava Jato e pela disputa ideológica. E provoca saudades de Temer

Ajuda. Projeto do senador e ex-ministro da Saúde José Serra (PSDB-SP) aguarda só o prazo de recurso para ser sancionado e pode ser importante arma no combate ao coronavírus.

Ajuda 2. O projeto autoriza, em situações epidemiológicas de emergência, “as autoridades da saúde a adotarem procedimento simplificados de envio ao exterior de amostra que contenha informação de origem genética para pesquisa que leve a melhoria de diagnóstico ou tratamento de doenças infectocontagiosas”.

SINAIS PARTICULARES.
Henrique Mandetta, ministro da Saúde

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Tutorial. A todos que vinham lhe parabenizar pelo trabalho na crise do covid-19 durante a posse de Regina Duarte, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ensinava o “cumprimento do coronavírus”: mãos afastadas, dar apenas dois toques com o bico do sapato no do interlocutor.

Tutorial 2. Mandetta também se especializou em dar ensinamentos sobre as maneiras corretas de lavar as mãos e de tossir.

CLICK. A atriz e apresentadora Maria Paula (à esq.) na posse da colega Regina Duarte na Secretaria Nacional de Cultura: “Arte não é de esquerda, nem de direita”.

FOTO: ALAN SANTOS/PR

Sem… Com o baixo quórum da classe artística, não passou despercebida a presença de Maria Paula na posse de Regina Duarte. A ex-Casseta e Planeta é próxima à lider indígena Sônia Guajajara, vice na chapa de Guilherme Boulos do PSOL à Presidência em 2018.

…brigas. “Gostei de ouvir da Regina a afirmação de que seu propósito é pacificar. A arte não é de esquerda, nem de direita, a arte é plural”, disse à Coluna. Segundo ela, o convite veio do Turismo. Ela é “embaixadora da paz” do ministério.

Andou. A Prefeitura de São Paulo deu passo importante para destravar seu programa de concessões: o Tribunal de Contas do Município (TCM) deliberou, por três votos a favor e um contra, pela continuidade da licitação da concessão da Zona Azul na capital.

Andou 2. A Prefeitura paulistana fará a adjudicação e homologação da licitação, vencida pela empresa Hora Park, que apresentará o plano de negócios.

Caixa. A previsão da administração de SP é arrecadar até R$ 10 bilhões com o programa de concessões.

PRONTO, FALEI!

Luiza Eluf. FOTO: APMP

Luiza Eluf, advogada criminalista, ex-procuradora do MP: “Não temos o que comemorar no Dia da Mulher (8/03) em um país que é o quinto onde mais há feminicídios. Nós simplesmente seguimos na luta.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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