Combate à pandemia em 2º plano na eleição?

Combate à pandemia em 2º plano na eleição?

Coluna do Estadão

23 de novembro de 2020 | 05h00

Foto: Valéria Gonçalvez/ Estadão

Na reta final das eleições municipais e em meio à pandemia, está claro para políticos e analistas: avaliar o desempenho dos prefeitos no combate à covid-19 não parece ter sido prioridade para os eleitores na hora do voto. Nas cinco capitais com maior índice de mortes a cada 100 mil habitantes, todos os candidatos da situação foram para o segundo turno. A análise, de acordo com membros de diferentes lados do espectro político, é: na escolha do candidato, fez menos diferença quem foi mais ou menos rígido com medidas de isolamento do que se esperava.

Lista. As cinco capitais são: Rio, Belém, Recife, Fortaleza e Porto Velho. O levantamento foi feito pelo Inteligov, startup de monitoramento dos Poderes Executivo e Legislativo.

Timing. Envolvidos em campanhas acreditam que, se a eleição tivesse ocorrido em momento crítico da pandemia, ela poderia ter influenciado nos resultados. Os números começaram a melhorar quando a campanha teve início.

Veja só. No caso de Rio e Porto Velho, os prefeitos candidatos à reeleição, Marcelo Crivella (Republicanos) e Hildon Chaves (PSDB), garantiram vaga no segundo turno a despeito de maus resultados das duas capitais na pandemia.

Não tá… Capitão Wagner (PROS), candidato em Fortaleza, usou o horário eleitoral do segundo turno para falar do orgulho de ser policial e negou, outra vez, ter sido líder do motim de policiais na capital cearense.

…comigo. A aposta da campanha do candidato apoiado por Jair Bolsonaro na capital cearense é virar votos na periferia com o apoio de vereadores alinhados a ele (12 de 43 eleitos). São redutos dos irmãos Ferreira Gomes, Cid e Ciro.

SINAIS PARTICULARES. 
Capitão Wagner, candidato do PROS à prefeitura de Fortaleza

Ilustração: Kleber Sales

CLICK. Derrotada na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Joice Hasselmann (PSL) ensina seus seguidores a fazer caldo de galinha e outras receitas no Instagram.

Reprodução/Instagram

Bomba… O governo está apreensivo: julgamento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios pode levar a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) a desembolsar R$ 600 milhões.

…relógio. O tribunal já havia negado à empresa Ventos Potiguares o pedido de indenização pelo atraso na entrega de uma linha de transmissão. Mas, na última sessão sobre o caso, o relator, Robson Barbosa de Azevedo, mudou o entendimento e avalizou o pagamento. Faltam os votos de dois desembargadores.

No escuro. Minas e Energia emitiu parecer com alerta para o risco de apagão no Nordeste se a Chesf for punida. A AGU tem procurado os desembargadores para explicar que a indenização é muito maior do que a concessão de R$ 300 milhões ao longo de 30 anos.

Help. A Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no RS foi acionada pelo deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) para ajudar na distribuição de 6,8 milhões de testes para diagnóstico do coronavírus que estão parados em Guarulhos. Falta Eduardo Pazuello autorizar.

Desperdício. O Estadão mostrou que os testes, comprados pelo Ministério da Saúde, perdem validade em dezembro e janeiro.

Sucupira. Do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sobre visita de Jair Bolsonaro ao Amapá quase 20 dias depois do início do apagão: “Veio apertar botão que não trouxe energia. Odorico Paraguaçu teria inveja desse dia”.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Iara Morselli

Floriano Pesaro, ex-secretário estadual de SP (PSDB): “São Paulo não é balão de ensaio para aventureiro com ideias populistas. Temos um projeto democrático e responsável”, sobre a eleição na capital paulista.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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