Comando da Câmara fortalece candidatura de Maia à Presidência

Comando da Câmara fortalece candidatura de Maia à Presidência

Luiza Pollo

04 Janeiro 2018 | 05h30

 

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Principal nome do DEM para o Planalto, Rodrigo Maia tem na manga um trunfo que o destaca dos demais presidenciáveis. Enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) terá de deixar o governo de São Paulo, em abril, para disputar a Presidência e Henrique Meirelles (PSD) precisará se desincompatibilizar do Ministério da Fazenda, caso decida concorrer, Maia poderá continuar no comando da Câmara durante a campanha. Nas mãos, terá o poder de conduzir votações importantes para o País, como a da Previdência, além de fortalecer sua base de apoio.

Alta costura. A cúpula do DEM identificou no PMDB e em partidos do Centrão, como PTB, PSD, PRB, PP, PR e PSC, a chance para engrossar a candidatura de Rodrigo Maia ao Planalto.

Tá na lei. Pelo artigo 14 da Constituição, Maia permanece chefiando a Câmara, mas fica impedido de assumir a presidência da República a partir de 6 de abril, caso Temer viaje ao exterior. Eunício Oliveira, do Senado, assumiria o País.

Repeteco. Aécio Neves se elegeu governador em Minas Gerais, em 2002, presidindo a Câmara. Renunciou à cadeira só ao final do o ano legislativo, em 17 de dezembro, para se dedicar à formação do governo.

De volta. A caminho da reunião com Temer, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, recebeu uma ligação. Era o demissionário Ronaldo Nogueira, que pedia para reassumir a pasta. Temer optou por Cristiane Brasil, filha de Jefferson.

Na mira. A saída de Marcos Pereira do Ministério da Indústria não interrompe as investigações da Comissão de Ética da Presidência. O conselho analisa os áudios do diálogo entre Pereira e o empresário Joesley Batista, no qual trocariam dados sobre transações financeiras. Pereira nega.

Segue o jogo. A Comissão pode recomendar até censura pública ao ex-ministro. “O fato de ele sair do ministério não afasta a possibilidade de punição”, afirmou Mauro Menezes, presidente do colegiado.

Histórico. Geddel Vieira Lima recebeu a punição máxima do conselho vinte dias após deixar o governo.

Sinais Particulares: Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos; por Kleber Sales

Malas prontas. Mesmo sem preencher os cargos de chefia vagos no Ministério dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, a ministra que pediu ao governo para receber R$ 61,4 mil sob alegação de trabalho escravo, vai tirar férias.

Enquanto isso… Luislinda solicitou a Michel Temer a liberação das atividades entre os dias 7 e 21 de janeiro. Das 22 cadeiras vazias na pasta, nomeou apenas sua chefe de gabinete, Hebe Romano, para assumir a secretaria executiva. É ela quem vai substituir a ministra no tempo em estiver fora.

CLICK. O Ministério Público Federal lançou, nas redes sociais, uma campanha com dicas de “como construir uma sociedade melhor”. Entre elas, está ‘não furar fila’.

Twitter MPF

Novos amigos. Senadores paraibanos e antigos adversários, José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) negociam uma aliança para o governo. Com 84 anos, Maranhão quer, como vice, o deputado Pedro Cunha Lima, de 29 anos, filho de Cássio.

Poderosos. Maranhão já governou a Paraíba três vezes. Cássio, que deve concorrer novamente ao Senado, dirigiu o Estado outras duas, mas foi cassado no 2.º mandato.

PRONTO, FALEI!

Foto: Clayton de Souza/Estadão

“Boa parte dos políticos está no século 21, mas ainda há muitos com opiniões do século 20”, DO LÍDER DO PSDB NA CÂMARA, DEPUTADO RICARDO TRIPOLI (SP), sobre as votações das leis ambientais na Câmara.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão