Com poucos recursos, partidos vão priorizar candidatos competitivos

Com poucos recursos, partidos vão priorizar candidatos competitivos

Coluna do Estadão

24 de julho de 2017 | 05h30

SINAIS PARTICULARES – GILBERTO KASSAB
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

Com dinheiro escasso para bancar as campanhas de 2018 e sem poder contar com financiamento privado, os partidos serão obrigados a ser muito mais seletivos na hora de definir em quais candidatos colocarão recursos. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, principal nome do PSD, a tendência será seguida por todas as siglas. “Não tem como ser diferente. A partir de agora, campanhas mais competitivas serão a prioridade. Ninguém vai ter dinheiro para apostar em candidaturas sem chances.”

Planos. Kassab já decidiu que vai disputar as próximas eleições. Ainda reflete sobre se concorrerá ao governo de São Paulo ou uma vaga para o Senado. No limite, aceita ser vice do senador José Serra (PSDB), se ele tentar voltar ao Palácio dos Bandeirantes.

Próximos capítulos. Longe de terminar, a divergência interna no PSDB ganhou outro episódio. Agora, o partido rachou na decisão sobre quem deverá substituir Aécio Neves no comando do partido.

O vento mudou. Já não é consenso a manutenção do senador Tasso Jereissati (CE) no posto. Um forte movimento, que inclui importantes tucanos de São Paulo, quer ver o governador de Goiás, Marconi Perillo, à frente do PSDB.

À espera. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) vai designar o líder do DEM, Efraim Filho, para relatar o fim do foro privilegiado para autoridades na Câmara.

Topa tudo. A aliados, Michel Temer começou a admitir que aceita alterações no texto da reforma da Previdência para que ela seja votada na Câmara.

Bate cabeça. O problema é que até mesmo as possíveis mudanças a serem feitas não são consensuais.

Não arredo o pé. A quem liga para saber se vai recuar da apresentação da “Emenda Lula”, Vicente Cândido (PT-SP) diz que “prefere manter a coragem de assumir a autoria do que ter a covardia de recuar”.

Apetite. Se os presidenciáveis começaram a colocar seus blocos na rua, os candidatos aos governos estaduais estão mais acelerados ainda.

Duelo. Na Bahia, por exemplo, a possível disputa entre o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), deflagrou uma batalha para mostrar quem realiza mais.

Vitrines. Costa cunhou o “Correria 300”, visitando 300 cidades durante seu mandato. Neto lançou o “Salvador Investe”, plano de investimentos de R$3 bilhões,

CLICK. Em ritmo de pré-campanha, o senador Renan Calheiros e seu filho, o governador Renan Filho, participam da entrega de tratores em Messias (AL).

Facebook Renan Calheiros

 

O retorno. Destituído do comando do diretório do PSB no Mato Grosso por votar pela reforma trabalhista, o deputado Fábio Garcia conseguiu liminar para voltar à presidência.

Exceções. Ao destituir Garcia, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, entregou o diretório a Valtenir Pereira, ex-PMDB. Detalhe: Valtenir também votou a favor da reforma trabalhista na Câmara.

Nova missão. Diogo Thomson assumiu a Superintendência-Geral do Cade interinamente. Cuidará de investigações importantes, como a do cartel do metrô paulista.

PRONTO, FALEI!

“Desviam R$ 200 bilhões por ano em corrupção, deixam de aprovar medidas anticorrupção e agora querem colocar a conta disso tudo no nosso bolso.”,

DELTAN DALAGNOL, PROCURADOR DA REPÚBLICA.

 

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