Com aval de Bolsonaro, PSL busca compliance

Com aval de Bolsonaro, PSL busca compliance

Coluna do Estadão

04 de março de 2019 | 05h00

Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Foto: Sergio Moraes/Reuters

Depois das denúncias de candidaturas laranjas, investigadas até pela Polícia Federal, o PSL quer aderir a um programa de compliance – uma série de políticas de governança e transparência. Emissários do partido estão circulando por empresas internacionais especializadas, como a Price e a KPMG, colhendo valores e propostas. Um dos objetivos é acalmar o presidente Jair Bolsonaro, já informado da iniciativa. Ele quer evitar que esses casos abalem sua imagem, um tanto identificada com o discurso de combate à corrupção e novas práticas políticas.

Foco. A ideia é começar por medidas no PSL Mulher e na Fundação Índigo e depois replicá-las nos diretórios estaduais e municipais.

Tá mal. No ranking do Movimento Transparência Partidária, o PSL aparece como último colocado dos 35 partidos. O primeiro é o Novo e o segundo, o PT.

Old news. Partidos tradicionais, como MDB e PSDB, também já tentaram o compliance. No caso tucano, o presidente da legenda, Geraldo Alckmin, quase caiu da cadeira ao ver o custo, cerca de R$ 400 mil, e desistiu da empreitada.

Alta tensão. Militares que tentam construir o linhão Manaus-Boa Vista alertam que, ao decretar a obra como de interesse à soberania, o governo autoriza as Forças a utilizarem a força caso os índios impeçam a empreitada ou ameacem os trabalhadores.

‘Uaiuniversity’. O ex-governador de Minas Fernando Pimentel (PT) pretende passar uma temporada no exterior. Sem mandato desde dezembro, aproveitou as férias para iniciar conversas com universidades norte-americanas sobre cursos de economia e política.

SINAIS PARTICULARES
LÍDERES DO CONGRESSO
Alvaro Dias, líder do Podemos no Senado (PR)

Por Kleber Sales

Abre… Na oposição a Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), vê um “cavalo de Troia” na PEC da Previdência: a definição da obrigatoriedade da capitalização por lei complementar.

…o olho. Segundo ele, se determinarem que os que ganham mais, por exemplo, devam aderir ao novo sistema, será o fim da Previdência para os que menos contribuem e mais precisam, avalia o ex-juiz federal. Ele promete resitir à medida.

Transparência. O ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, publicou no Diário Oficial da União a relação com todos os cargos comissionados sob seu guarda-chuva, o nome de quem os ocupa e quais ainda estão vagos.

Recursos humanos. Constam na relação publicada 319 cargos em comissão, sendo 82 deles ainda disponíveis. Passados mais de dois meses do início do governo, os postos não foram preenchidos por questões burocráticas. Os servidores já foram selecionados e estão em processo de nomeação.

CLICK. Carlos Bolsonaro compartilhou uma foto do líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL), em tom elogioso: “Tá aí um bicho bacana que cada dia admiro mais”.

Faria Lima. Ao mesmo tempo que a equipe econômica apresentava a proposta da reforma da Previdência no Congresso, o escritório do governo em SP realizou encontro para técnicos explicarem o texto a 80 economistas do mercado.

Bem-vindos. A Câmara renovou o mobiliário para receber os deputados este ano. Gastou R$ 295 mil com gaveteiros e mesas de reuniões para os gabinetes.

PRONTO, FALEI!

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado


“Sem a reforma da Previdência estaremos hipotecando o futuro das nossas crianças e dos nossos jovens”, do líder do PSDB no Senado, Roberto Rocha (MA), sobre a importância de votar a PEC enviada pelo governo.

COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU PEDRO VENCESLAU

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