Com apoio de Cármen Lúcia, CNJ libera penduricalho aos juízes do Rio

Com apoio de Cármen Lúcia, CNJ libera penduricalho aos juízes do Rio

Leonel Rocha

06 Março 2018 | 14h08

Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

 

Suspenso desde dezembro por decisão liminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o pagamento de adicional no salário aos juízes do Rio por audiências de custódia será retomado. A decisão foi tomada hoje pelo plenário do CNJ, incluindo o voto favorável da presidente do Supremo e do colegiado, ministra Carmén Lúcia.

A audiência de custódia faz parte das atribuições dos juízes. Todo preso em flagrante deve ser levado à presença do juiz para que avalie a legalidade e necessidade de manter a prisão. Ou seja, na prática, os juízes vão receber extra para exercer suas funções de origem.

O benefício garante R$ 9,6 mil aos juízes por mês e custa cerca de R$ 50 milhões ao ano para os cofres públicos. O pagamento foi revelado da Coluna.

Votaram a favor além de Cármen Lúcia, os conselheiros Valtercio de Oliveira, Daldice Santana, Iracema do Valle, Arnaldo Hossepian, Rogerio Nascimento, Luciano Frota, Fernando Matos, Aloysio Corrêa e o corregedor geral de justiça, João Otávio de Noronha, do STJ.

Votaram contra o penduricalho o relator Márcio Schiefler e Valdetario Andrade.

O CNJ também definiu que a Falta definir que a verba ficará dentro do teto constitucional, sem gasto extra da folha. (Leonel Rocha)