Com apoio à reforma em viés de alta, esquerda perde força na batalha do Congresso

Com apoio à reforma em viés de alta, esquerda perde força na batalha do Congresso

Alberto Bombig

10 de julho de 2019 | 06h02

Dida Sampaio / Estadão

Qualquer que seja o desfecho da batalha em torno da reforma da Previdência no Congresso, a esquerda tende a sair dela menor do que entrou, segundo pesquisas de opinião sobre o tema, que mostram o ajuste nas regras de aposentadoria em viés de alta entre os brasileiros. Sem propor alternativas concretas para o gigantesco rombo do sistema e ao optar pelo “kit obstrução”, PT, PDT, PSOL, PCdoB e PSB reforçam a percepção de que a esquerda prega o desequilíbrio das contas públicas, avalia um importante (e dissonante) líder desse bloco.

Legado de Temer. Apesar de não ter conseguido reformar a Previdência, Michel Temer criou condições para que as discussões sobre o tema pudessem amadurecer entre os brasileiros, diz um ex-ministro, para quem Jair Bolsonaro deveria agradecer ao antecessor.

Para ficar. Com a campanha do atual governo e o engajamento nas redes sociais de parlamentares de Novo, PSL e PSDB, a tendência é a manutenção do viés de alta do apoio à reforma, acredita um marqueteiro, especialista em pesquisas, consultado pela Coluna.

Muda o disco. Para esse mesmo marqueteiro, a esquerda brasileira precisa reciclar seu discurso quanto aos temas ligados ao equilíbrio das contas públicas, a exemplo do que vem ocorrendo na Europa.

Tiro… Nem o empenho pessoal e direto de Rodrigo Maia, que sempre teve bom trânsito entre os partidos de esquerda, foi suficiente para um acordo. A oposição rejeitou a proposta dele de garantir tempo de discurso na tribuna ao bloco.

…na água. Na reunião, o bloco de esquerda decidiu por obstruir a votação da reforma no plenário em busca de tempo para virar votos de indecisos e minimizar eventual derrota.

Casal unido. Sérgio Moro (Justiça) e Rosângela Moro foram nomeados por Osmar Terra (Cidadania) conselheiros do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado. O ministro representa o governo e a mulher dele, a sociedade a civil.

Chefe. A presidente do Programa de Incentivo ao Voluntariado é a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Todas as cartas… Eduardo Bolsonaro acha que seria interessante que o pai escolhesse alguém da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores para comandar a PGR. “Já é uma tradição”, diz. Segundo ele, qualificação jurídica todos indicados têm, pois o concurso é “dificílimo”.

…na mesa. Ele aposta que o escolhido será um dos já ventilados. “Acredito que não haverá tanta surpresa, não.” Só serão descartados aqueles com perfil ideológico contrário às ideias do presidente, avisa o deputado federal do PSL.

CLICK. Em busca de recursos, o governador João Doria (SP) se encontrou com 24 investidores, brasileiros e internacionais, na Embaixada Brasileira em Londres.

Alvos. O PSDB paulistano iniciou as negociações em busca de formar uma coligação de partidos pela reeleição do prefeito Bruno Covas em São Paulo. Numa disputa que promete ter muitos candidatos, os alvos preferenciais: DEM e MDB.

Modelo. A ministra Damares Alves lança na sexta-feira o programa “Abraço Marajó” contra a violência doméstica e o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A ideia é fazer do arquipélago paraense um modelo de solução de problemas sociais.

BOMBOU NAS REDES

“Caramba, é tão difícil termos todos regras iguais para se aposentar?!, sobre os destaques e propostas de tratamento privilegiado na reforma da Previdência.”
Vinicius Poit, deputado federal do Novo-SP

COM JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA.
COLABOROU BRENO PIRES

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