Clã Bolsonaro teme ver PSL sob Wilson Witzel

Clã Bolsonaro teme ver PSL sob Wilson Witzel

Coluna do Estadão

28 de setembro de 2019 | 05h00

Jair e Flávio Bolsonaro (ao fundo) e Wilson Witzel em Brasília, em junho. FOTO: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

Apesar das críticas de Jair Bolsonaro ao PSL, o presidente e sua família não pretendem deixar o partido, ao menos por enquanto. A insatisfação com a dificuldade de Luciano Bivar em resolver questões internas e desapegar do comando ainda não é maior do que os ativos que só foram construídos com a chegada do clã ao partido: bancada numerosa, com direito a boas fatias do fundo eleitoral e de tempo de televisão. O presidente foi convencido de que não seria boa ideia entregar toda essa obra para quem hoje é considerado inimigo: Wilson Witzel.

Do zero. Os dilemas do clã Bolsonaro: a) trocar o PSL por um partido grande significará adentrar uma sala onde os melhores espaços já estão ocupados; b) migrar para um menos expressivo os obrigará a ajudar a construir a estrutura de comando de novo.

Novos amigos. Em rota de colisão com Bolsonaro, Witzel tem procurado se aproximar de outras autoridades. Ontem, voou com Dias Toffoli de Brasília ao Rio, onde almoçaram juntos no Palácio Guanabara.

Os incomodados… Os tiroteios internos estão sendo monitorados de perto pelo grupo. Um interlocutor próximo brinca com a ameaça de Joice Hasselmann de abandonar o barco: “Boa sorte no voo solo”.

Trilhos. As portas abertas por Levy Fidelix em seu partido para Joice Hasselmann motivaram um “brainstorming” na Câmara Municipal de São Paulo sobre como seria uma eventual campanha dela a prefeito, defensora da linha-dura na segurança pública, pelo PRTB. O mote “aerotrem… bala!” venceu a disputa.

SINAIS PARTICULARES 
Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Vaga. O prefeito Bruno Covas está à procura de uma vice para concorrer à reeleição em São Paulo.

Em busca… Representantes do consórcio que assumiu o Pacaembu, em São Paulo, têm encontro marcado com 40 moradores do tradicional bairro paulistano para mostrar a eles o projeto do novo estádio.

…do diálogo. O encontro será no escritório do arquiteto Arthur Casas. A associação de moradores do Pacaembu se colocou contra a privatização do complexo, aposta da gestão Covas.

Devagar… Apesar do ímpeto da Câmara para derrubar os vetos de Bolsonaro ao projeto que flexibiliza regras eleitorais, um líder lembra que será mais difícil do que os de abuso de autoridade. Há divergência com o Senado e são necessários votos das duas Casas.

…com o andor. Os senadores já haviam derrubado os itens vetados, com exceção do que trata do fundo. A Câmara manobrou para colocá-los de volta.

Traço. Bolsonaro vetou a volta do programa eleitoral de rádio e televisão atendendo a um pedido de Rodrigo Maia, em nome de emissoras de TV. A audiência despenca nas exibições.

CLICK. Vice-presidente do TJ-MA, Lourival Serejo (1.º à dir.) visitou seu colega desembargador Octavio Machado de Barros Filho (2.º à dir.), do Museu do TJ-SP. A ideia é replicar a experiência por lá.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Inocentado… A pedido de Carlos Jordy (PSL-RJ), a Comissão de Segurança Pública da Câmara vai homenagear o cunhado de Ana Hickmann, Gustavo Corrêa, absolvido do assassinato de um fã da apresentadora em 2016.

…e homenageado. Será no fim de novembro, quando ele receberá moção de aplausos e uma medalha por “ato de bravura”. A Justiça decidiu que Corrêa agiu em legítima defesa.

PRONTO, FALEI!

Marcos Pereira. FOTO: LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Marcos Pereira, deputado federal (Republicanos-SP): “Pau que dá em Chico dá em Janot também”, sobre a busca e apreensão nos endereços de Rodrigo Janot, parafraseando declaração do ex-PGR em sua sabatina em 2015.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E JULIANA BRAGA. COLABOROU GREGORY PRUDENCIANO

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