Chance de vitória em 1.º turno faz governo antecipar transição

Chance de vitória em 1.º turno faz governo antecipar transição

Coluna do Estadão

04 Outubro 2018 | 05h30

O governo vai inaugurar já na sexta-feira o centro de transição que receberá a equipe do próximo presidente eleito até a posse, em 1.º de janeiro. O Planalto não quer ser surpreendido com a possibilidade de a disputa presidencial terminar já no domingo. A última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra, porém, que a corrida deverá ser em duas etapas. Pelas regras em vigor, o novo presidente pode começar a nomear sua equipe de transição dois dias após eleito. O novo time vai despachar da sede do CCBB de Brasília num espaço de 2,5 mil metros quadrados.

Escolhidos. Dois ministros já foram destacados para ajudar na transição. Ronaldo Fonseca, da Secretaria-Geral, vai coordenar a área de infraestrutura. Eliseu Padilha (Casa Civil), a parte institucional.

Suspense. O TSE estima que até as 21h de domingo poderá informar se haverá 2.º turno. Como o início do horário de verão foi adiado para novembro, os votos da Região Nordeste começarão a serem apurados junto com os do Sul e do Sudeste.

Memória… O ex-diretor do Banco Central Isaac Sidney comentou pelo Twitter que “pode testemunhar” declaração da campanha do seu ex-chefe Henrique Meirelles de que, quando presidiu a instituição, “não deixou ninguém chegar perto do cofre”.

…viva. Na época, Isaac era chefe de gabinete de Meirelles. “E não foi por falta de investida, inclusive por gente que hoje declara que pretende acabar com o poder de investigação do Ministério Público”, escreveu, numa indireta ao petista José Dirceu.

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Adaptada. No último programa da campanha, Henrique Meirelles mudou uma frase que usou durante toda a eleição. Diz agora que “não divide o mundo entre Bolsonaro e o PT”. A versão anterior era: “Não divido o mundo entre quem gosta do presidente Lula e quem não gosta. E entre quem gosta do presidente Temer e quem não gosta.”  A Coluna teve acesso ao programa.

O ônus. Em conversas reservadas, a cúpula do PT já começa a culpar o candidato Fernando Haddad pelo desempenho acanhado nas pesquisas. O Ibope/Estado divulgado ontem mostrou Bolsonaro com nove pontos à frente do petista.

Tecla SAP. Desde o início da campanha, há insistentes pedidos de petistas do alto-comando para que Haddad simplifique a forma rebuscada de falar com o eleitor.

Pindaíba. Petistas reclamam da falta de recursos na campanha. O partido distribuiu R$ 201 milhões para seus 1.309 candidatos.

Estreia. A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem mostra o presidenciável Cabo Daciolo (Patri) pontuando pela primeira vez na intenção de voto espontânea. Sem que seja apresentada uma lista de candidatos, 1% dos entrevistados diz que votará nele.

Quem puxa. A faixa na qual Jair Bolsonaro (PSL) tem o maior crescimento, de cinco pontos porcentuais, é a com maior renda familiar. Ele chega a 51% das intenções de voto. É nesse segmento também que Haddad tem a maior queda. Vai de 17% a 11%.

CLICK. O TSE divulgou nas redes o que é proibido no dia da eleição. Utilizar alto-falantes , impedir eleitores de votar e boca de urna, por exemplo, são práticas vetadas.

À moda antiga. O presidente do Supremo, Dias Toffoli, surpreendeu o staff do Planalto. Depois de três dias como interino, mandou flores para as secretárias. Sua antecessora, Cármen Lúcia, era conhecida por não dar nem bom dia quando substituía Michel Temer.

SINAIS PARTICULARES: Dias Toffoli, presidente do Supremo; por Kleber Sales

Uni-duni-tê. O ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, vai indicar à presidência da Anatel um dos três nomes da lista que inclui Moisés Moreira, Max Martinhão e Carlos Baigorri. A vaga será aberta em novembro.

#FICAADICA

“É importante que as pessoas carentes também tenham acesso à saúde de qualidade, como foi oferecido a Bolsonaro após o atentado. E que voltem os planos de saúde individuais e sejam feitos fundos para que os carentes possam fazer procedimentos complexos com médicos que eles não têm acesso hoje”, do gastroenterologista Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, médico que atendeu o presidenciável Jair Bolsonaro no Hospital Albert Einstein.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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