CGU analisa denúncias de desvios na pandemia

CGU analisa denúncias de desvios na pandemia

Coluna do Estadão

11 de maio de 2020 | 03h00

A Controladoria-Geral da União analisa 400 denúncias de supostos desvios de verba pública no combate ao coronavírus. Os casos foram apresentados por cidadãos a uma plataforma digital criada pela CGU específica para essas manifestações, a Fala.BR. Algumas denúncias já estão em fase de apuração, outras, em “coleta de materialidade”. Segundo o mais recente relatório, o órgão contabilizou um total de 3,7 mil comunicações de irregularidades e 855 denúncias, em um mês e meio de operação da plataforma. Todos os casos serão analisados.

Por todos… Segundo Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, a maior preocupação é com a transparência nos gastos públicos, em especial, de municípios.

…os lados. Numa comparação com a Copa de 2014, a diferença hoje é que o volume de recursos é dez vezes maior e sua distribuição está mais pulverizada.

Olha aí. “Além disso, as facilidades para que os desvios ocorram são muito maiores porque os preços estão atípicos. Compras estão exigindo pagamento antecipado, os gastos são variados, houve dispensa de licitação e, principalmente, com enorme velocidade de gasto”, diz Castello Branco.

Help. Dos 36 tópicos de comentários possíveis na página da CGU sobre a covid-19, praticamente um terço das quase 13 mil manifestações é sobre pedidos e dúvidas a respeito do benefício de R$ 600 a informais.

Help 2. O documento relata que as linhas disponíveis para tirar dúvidas não funcionam e que há “grande quantidade de reclamações sobre demora no recebimento do benefício”.

SINAIS PARTICULARES
Nelson Teich, ministro da Saúde

Kleber Sales

Bola… Nelson Teich convidou e desconvidou Mauro Junqueira, secretário executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), para assumir uma das principais secretarias de seu ministério: a de Atenção Especializada à Saúde (SAES).

… fora. Junqueira chegou a avisar a alguns interlocutores que esperava só a nomeação para assumir. Não imaginava que o cargo estivesse na mira do Centrão. O Planalto, por isso, barrou. A triste notícia foi dada ao técnico pelo próprio Teich.

Cenário. No polêmico encontro de quinta-feira entre Jair Bolsonaro e a Coalizão Indústria, empresários entregaram um filme publicitário ao presidente (para quando o País sair da crise) e uma tabela com o desempenho de todos os setores ali representados.

CLICK. Vídeo da Coalizão Indústria diz que, quando a quarentena terminar, a recuperação demandará a união de todos e o consumo de produtos fabricados no País.

Cenário 2. Os números são preocupantes: altos fornos de siderúrgicas e muitas fábricas de cimento já estão com atividades paralisadas. No ramo automobilístico, 90% das unidades pararam.

Dados. Segundo tabela encaminhada a Bolsonaro e a Paulo Guedes (Economia), os setores já apresentaram quedas significativas em abril: brinquedos, 75%; têxtil, 59%; calçados, 50%; cimento, 50%; máquinas e equipamentos, 42%; plástico, 37%; e aço, 35%.

Pena. Participaram do encontro 14 líderes empresariais das seguintes entidades: Anfavea, Abrinq, Abicalçados, AEB, CBIC, Abinee, Abimaq, Abiplast, Abiquim, Abit, Interfarma, SNIC, Grupo Farmácia Brasil e Instituto Aço Brasil. Muitos ainda lamentam a caminhada com o presidente até o STF por ter desviado o foco do que interessa.

PRONTO, FALEI!

Reprodução/Facebook

Alexis Fonteyne, deputado federal (Novo-SP): “Chegar de jet ski para comer churrasco é puro deboche! Só votamos em JB no segundo turno para nos livrar da cleptocracia do PT. Que vergonha!”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: